Festival Internacional Itinerante ‘Ala Q’Andar’

A Biblioteca de Ponta Delgada acolhe esta sexta-feira e amanhã a primeira edição do festival de cinema, organizado pela Palco de Ilusões que conta com uma programação diversa destinada também aos mais novos



A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada acolhe hoje e amanhã a primeira edição do Ala Q’Andar - Festival Internacional de Cinema Itinerante, promovido pela Palco de Ilusões.

O Ala Q’Andar nasce com o propósito de exibir cinema junto de diferentes comunidades do arquipélago, numa programação itinerante que irá percorrer as nove ilhas dos Açores,
A primeira edição do festival recebeu mais de “2500 inscrições de filmes, dando origem a uma seleção de obras produzidas nos países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), atravessando diferentes géneros, linguagens cinematográficas e realidades sociais e culturais”, adianta nota de imprensa da organização do evento.
A programação oferece diversas possibilidades de abordagem, com obras que refletem sobre a “Palestina, a Guerra Colonial, o racismo e a escravatura, a diversidade cultural, a relação entre diferentes povos e identidades, a dependência dos ecrãs e das novas tecnologias”, entre outras questões da atualidade.

Para a Palco de Ilusões, um dos objetivos do Ala Q’Andar é poder “constituir um ponto de partida para pensar e discutir estes temas através do cinema, dando espaço às diferentes perspetivas, histórias e geografias representadas nos filmes selecionados”.

Na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, a programação inclui sessões destinadas ao público infantil que decorrem hoje, entre as 9h00 e as 11h00, e sessões para o público em geral, agendadas para hoje, a partir das 14h00 e amanhã, em dois períodos (das 9h00 às 11h00 e das 14h00 às 22h00).

Nestes dois dias de festival de cinema, destaque para a exibição de ‘First Date’, do açoriano Luís Filipe Borges; ‘Mar Aberto’, de António Pinto; ‘Sou autor do meu nome - Mia Couto’, um documentário de Solveig Nordlund; ‘O Ancoradouro do Tempo’, de Sol de Carvalho; ‘Por ti, Portugal, eu juro!’, de Sofia de Palma Rodrigues e Diogo Cardoso; ‘Outra Ilha’, de Eduardo Saraiva Pereira; ‘Quando eu for grande?’, de Mano Cappu, entre outros.

Saliente-se que a última exibição do festival em São Miguel está agendada para as 22h00 de sábado, com o filme “O Homem da Câmara de Filmar”, de Dziga Vertov, que terá a particularidade de ser acompanhado com música ao vivo e interpretada por Evandro Meneses, na Viola da Terra. 

Ponte entre ilhas

Ao viajar pelas nove ilhas, o festival faz a ponte entre as lacunas geográficas do Atlântico, levando cinema e arte interdisciplinar a comunidades que frequentemente enfrentam assimetrias culturais. 

O Ala Q’andar garante dois dias de programação em cada uma das nove ilhas açorianas, assegurando que a cultura seja democratizada e acessível a todos os residentes.

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