Em comunicado divulgado, a federação recomenda que, de forma “clara e responsável”, cada embarcação “limite voluntariamente as capturas a um máximo de cinco unidades de atum rabilho por dia”.
A recomendação visa “evitar a saturação do mercado e a consequente queda acentuada dos preços em lota” e “assegurar uma gestão equilibrada da quota disponível, prevenindo o seu esgotamento precoce”.
A Federação das Pescas dos Açores, presidida por Jorge Gonçalves, refere que a pesca do atum rabilho na região enfrenta um momento crítico, pois o aumento das capturas “está a afetar os preços e a colocar em risco a sustentabilidade do setor”.
Na nota, alerta para a atual situação da pesca desta espécie e informa que nas últimas semanas “tem-se verificado um aumento significativo do esforço de captura”, o que reflete “não só a sua maior disponibilidade, mas também a crescente pressão económica sobre a atividade”.
Também recorda que a sustentabilidade dos recursos e a valorização do pescado dependem, em grande medida, das decisões tomadas no presente por todos os intervenientes.
A experiência de anos anteriores “demonstra que picos de captura concentrados num curto período de tempo conduzem, inevitavelmente, à desvalorização do produto, penalizando o rendimento dos próprios pescadores”.
Para esta entidade, em contrapartida, “uma abordagem mais moderada e distribuída durante a faina permite estabilizar os preços e garantir maior previsibilidade económica para o setor”.
A Federação das Pescas dos Açores reconhece o esforço diário dos armadores e tripulações e reafirma o seu compromisso em defender os interesses da pesca regional, mas salienta que a preservação do equilíbrio entre recurso, mercado e rendimento é "essencial para o futuro da atividade”.
“Contamos com o bom senso e a colaboração de todos para garantir que a campanha do atum rabilho decorra de forma sustentável, justa e economicamente viável”, conclui.
