Farmacêuticos avançam para os tribunais após acusações de médicos


 

Lusa/AO Online   Nacional   26 de Set de 2013, 08:48

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) anunciou que vai avançar com um processo-crime por difamação, depois de a Ordem dos Médicos (OM) ter reportado na semana passada "mais um caso" de substituição de prescrições de medicamentos nas farmácias.

 

Em nota de imprensa, a OF avisa, sem mencionar datas, que "irá proceder judicialmente contra todos os responsáveis pelas afirmações e insinuações difamatórias, com vista à integral reposição da verdade dos factos e, bem assim, da defesa do bom nome e honra de todos os farmacêuticos".

Fonte da Ordem dos Farmacêuticos disse à agência Lusa que se trata de um processo-crime por difamação.

Na terça-feira, a Ordem dos Farmacêuticos anunciou que ponderava avançar com um processo judicial contra a OM.

Na semana passada, a Ordem dos Médicos reportou, através de anúncio pago na imprensa, o que alegou ser "mais um caso" de substituição de prescrições de medicamentos nas farmácias, indicando que uma receita bloqueada pelo médico foi alterada na farmácia para marcas mais caras.

Numa reação ao anúncio da OM, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos invocou, então, que se tratava de um caso pontual que não refletia a realidade nacional.

Na nota hoje divulgada, a Ordem dos Farmacêuticos volta a refutar as acusações da Ordem dos Médicos, considerando que "são absolutamente falsas e inquestionavelmente difamatórias de toda uma classe de profissionais que, consabidamente, sempre se pautou e pauta por criteriosas e idóneas regras morais, éticas e deontológicas".

A OF sustenta que "os farmacêuticos, em geral, e a Ordem dos Farmacêuticos, em particular, têm demonstrado ao longo dos anos redobrados interesses por todos os doentes e demais utentes das farmácias portuguesas, e intercedido junto das entidades responsáveis pela melhoria da acessibilidade dos doentes aos medicamentos".

Na terça-feira, numa reação à ameaça de uma ação judicial por parte da Ordem dos Farmacêuticos, o bastonário da OM afirmou que não tinha "receios de quaisquer vias legais" e reiterou que a Ordem "continuará sempre a defender os interesses dos doentes".

A OM apelou "à alteração das regras para a fixação do preço dos genéricos, evitando diferenças brutais de preços, e à correção da legislação que permite às farmácias enganar os doentes, dispensando medicamentos mais caros do que os prescritos pelo médico".

Os farmacêuticos têm acusado o bastonário da Ordem dos Médicos de estar, desde sempre, contra a aprovação da legislação que obriga a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI), uma medida que visou impulsionar a compra e a venda de genéricos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.