O antigo chefe de Estado (2007-2012) tornou-se no ano passado o primeiro ex-presidente francês a ser encarcerado, após ter sido condenado em primeira instância a cinco anos de prisão por associação criminosa neste caso.
Depois de dar entrada na prisão de La Santé, em Paris, a 21 de outubro de 2025, sob os olhares atentos do mundo, Sarkozy foi libertado sob supervisão judicial três semanas mais tarde.
Prevê-se que o seu julgamento em segunda instância, juntamente com mais nove arguidos, decorra até 03 de junho e que o veredicto seja conhecido no outono.
Neste complexo folhetim político-financeiro que começou em 2011, o antigo líder da direita é acusado de ter tentado financiar a sua vitoriosa campanha presidencial de 2007 com fundos secretos da Líbia, governada pelo ditador Muammar Kadhafi, o que sempre negou veementemente.
Em primeira instância, o tribunal criminal absolveu-o de três das quatro infrações que lhe eram imputadas.
Os juízes consideraram que o financiamento líbio da campanha eleitoral de 2007 não tinha sido provado, apesar da transferência corroborada de 6,5 milhões de euros pela Líbia em janeiro e novembro de 2006.
Segundo os magistrados, não foram apresentadas provas de que estes fundos tivessem realmente chegado aos cofres da campanha que levou o Sarkozy ao Palácio do Eliseu.
Todavia, decidiram que o ex-presidente permitiu de facto que os seus colaboradores mais próximos, Claude Guéant e Brice Hortefeux, contactassem as autoridades líbias a esse respeito durante reuniões secretas que mantiveram na Líbia no final de 2005 com alguém do círculo próximo de Muammar Kadhafi, procurado pela justiça francesa.
