Birmânia

Estados Unidos ameaçam Junta com novas sanções


 

Lusa / AO online   Internacional   10 de Out de 2007, 15:26

Os Estados Unidos ameaçaram hoje a Junta no poder na Birmânia com novas sanções, se não cessar as “atrocidades” contra o seu povo, e exigiram uma investigação exaustiva à morte na prisão de um membro da oposição.
    “Os Estados Unidos condenam com vigor as atrocidades cometidas pela Junta e apelam a uma investigação completa sobre a morte de Win Shwe quando estava detido na Birmânia”, afirmou um porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe.

    “A Junta deve cessar as brutalidades contra o seu próprio povo e permitir uma transição pacífica para a democracia, ou enfrentará novas sanções da parte dos Estados Unidos”, disse.

    Segundo a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP), composta por antigos detidos exilados na Tailândia, Win Shwe, 42 anos, membro da Liga Nacional para a Democracia (LND, oposição) da prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, morreu sob tortura na esquadra da polícia de Plate Myot, perto de Mandalay, centro da Birmânia (Myanmar).

    Fora preso a 26 de Setembro, juntamente com quatro outras pessoas, devido ao seu apoio ao recente movimento de protesto, reprimido pela Junta, adiantou a associação.

    No final de Setembro, a administração norte-americana anunciará já sanções económicas contra responsáveis birmaneses, bem como uma interdição de vistos para os Estados Unidos a cerca de 40 membros da Junta.

    Entretanto, a LND declarou hoje não ter sido contactada até agora pela Junta, tendo em vista um diálogo político.

    Sob pressão da comunidade internacional, o regime militar anunciara segunda-feira a nomeação de um oficial de ligação, o general na reserva Aung Kyi, tido como um moderado, cuja tarefa seria manter “boas relações” com a laureada Nobel, com residência fixa em Rangum desde 2003.

    Um porta-voz da LND, Nyan Win, referiu hoje que o general não estabelecera ainda qualquer contacto com o principal partido da oposição.

    “As autoridades sentiram necessidade de encetar um processo de diálogo, designando um oficial de ligação”, disse, acrescentando que a LND não sabia quando começaria o diálogo.

    “Não temos a menor informação que nos permita saber se já se encontrou com Aung San Suu Kyi”, adiantou.
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