Empresários querem estratégia de promoção da gastronomia açoriana

Empresários querem estratégia de promoção da gastronomia açoriana

 

AO Online/ Lusa   Regional   5 de Out de 2019, 10:54

A Comissão Especializada da Restauração (CER) da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, nos Açores, defendeu hoje ser “indispensável” uma estratégia de promoção e valorização da gastronomia açoriana, definindo-se os “produtos de excelência”.

A CER, na sequência de uma reunião em que foram abordados assuntos de interesse para o setor da restauração, refere, segundo uma nota de imprensa, que a estratégia deve ser um “elemento estruturante para o desenvolvimento da restauração, com impactos positivos para os residentes, mas principalmente para os visitantes”.

“A restauração deve assumir um papel relevante como um instrumento identitário da região. Para o efeito devem ser definidos produtos que são de excelência e que identifiquem claramente os Açores, como são os casos dos assados de peixe e carne”, considera a comissão representativa dos empresários do setor.

Aquele organismo pretende desenvolver um concurso gastronómico, a ter lugar na época baixa, com os estabelecimentos de restauração aderentes a serem submetidos à apreciação e votação de um júri especializado e votação do público.

Para a CER existe “falta de algumas qualidades de peixe, bem como de carne de vaca velha", situação "com impacto na oferta aos consumidores que, se utilizados na restauração local teriam uma maior valorização final”.

A CER constatou que “continuam a acentuar-se os problemas relativos aos recursos humanos” devido à “escassez de mão-de-obra” e, “principalmente, de qualidade da mesma”, salvaguardando que este é um dos “fatores críticos no desenvolvimento de projetos empresariais e da qualidade da oferta na restauração”.

Os empresários entendem que é necessário introduzir alterações na política de formação profissional, que “devem passar por reforçar significativamente a formação em contexto de trabalho” e uma “maior concentração de recursos formativos”, através de redução do número de escolas, mas com “maior capacidade técnica e de interligação com as necessidades reais do setor”.

“Sugere ainda a CER que seja criada uma bolsa de formandos que fazem a sua aprendizagem na área da restauração e pretendem realizar os seus estágios nas empresas do setor, permitindo uma melhor gestão dos recursos, evitando-se desta forma a pressão atual para a colocação dos formandos das diversas escolas”, adianta-se no comunicado.

Os empresários querem utilizar também as ferramentas digitais como “novos meios de promoção dos estabelecimentos de restauração”.


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