Empresários dos Açores querem medidas para "mitigar impacto" de aumento dos combustíveis

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defendeu medidas extraordinárias que “mitiguem o impacto” do aumento dos combustíveis no arquipélago, alertando que a subida terá “efeitos imediatos e transversais” em toda a economia regional



“Trata-se de uma variação de grande magnitude, com efeitos imediatos e transversais sobre toda a economia regional, penalizando de forma particular as empresas mais dependentes de transporte e energia, bem como setores estratégicos como o comércio, o turismo, a agricultura e as pescas”, refere CCIPD.

De acordo com os despachos publicados em Jornal Oficial, a partir de sexta-feira a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passa a custar 1,921 euros por litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.

O preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura é fixado em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado consumido na pesca em 1,443 euros por litro.

O gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em garrafas de 26 litros ou mais, passa a custar 2,208 euros por quilo e o vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo. O gás butano canalizado é fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em 1,801 euros por quilo.

Desde fevereiro, com este novo aumento, o preço da gasolina nos Açores sobe 32,3 cêntimos por litro, o preço do gasóleo 53 cêntimos por litro e o preço do gás butano 52,2 cêntimos por quilo.

Em comunicado, a CCIPD manifesta “profunda preocupação face ao expressivo aumento dos preços dos combustíveis e do gás”, salientando que “num território ultraperiférico como os Açores, onde os custos de contexto já são elevados, este agravamento acentua as dificuldades de competitividade das empresas e exerce uma pressão acrescida sobre os preços finais ao consumidor, contribuindo para o aumento generalizado do custo de vida”.

A CCIPD defende, assim, uma “resposta atenta e proporcional” por parte do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), designadamente através da “avaliação de medidas extraordinárias que mitiguem o impacto destes aumentos, tanto ao nível das empresas, como das famílias”.

Reiterando estar disponível para colaborar na “construção de soluções que promovam a estabilidade económica da região e salvaguardem a sustentabilidade do tecido empresarial açoriano”, a CCIPD nota que na Madeira esta semana o preço dos combustíveis desceu.

Esta evolução, destaca o organismo, “reforça a perceção de assimetrias relevantes entre regiões, num contexto nacional em que seria desejável maior previsibilidade e equilíbrio na formação de preços energéticos”.

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