Economia

EDA admite dificuldades em repetir "período dourado"

EDA admite dificuldades em repetir "período dourado"

 

LUSA/AOnline   Regional   25 de Set de 2011, 14:21

O presidente da elétrica açoriana EDA, Duarte Ponte, considera que o “período dourado” vivido nos últimos anos pela empresa e pelas suas participadas “muito dificilmente se irá repetir” no futuro próximo.

Num artigo publicado no último número da revista da EDA e a que a agência Lusa teve hoje acesso, Duarte Ponte alerta para o impacto na elétrica regional das “pressões” no sentido da redução dos “custos de interesse económico geral incluídos nas tarifas de energia elétrica”, da constante subida dos preços dos combustíveis e da estagnação do consumo de eletricidade no arquipélago.

O ex-secretário da Economia do Governo açoriano, que substituiu recentemente Roberto Amaral na presidência de uma das maiores empresas do arquipélago, advertiu para outros dois fatores que dificultarão a gestão da empresa no futuro próximo: o provável abaixamento, em função do acordo assistência financeira externa a Portugal, da remuneração contratada para as energias renováveis, especialmente para as consideradas “maduras” e o agravamento dos encargos com empréstimos.

“Os ‘spreads’ aplicados às taxas de juro disparam todos os dias e a renovação dos créditos existentes é cada vez mais difícil e a custos mais elevados”, sublinha Duarte Ponte.

Para ultrapassar as dificuldades impostas pela conjuntura atual, o presidente da EDA realça a necessidade de “racionalizar custos, de investir naquilo que temos a certeza de retorno garantido”, nomeadamente nas “energias renováveis, sobretudo nos locais onde a probabilidade de sucesso é mais elevada” e de diversificar a carteira de negócios.

Segundo dados revelados na mesma publicação, a elétrica açoriana registou em 2010 um resultado líquido de 29,9 milhões de euros, distribuindo dividendos de 4,4 milhões.

A Região Autónoma dos Açores detém 50,1 por cento do capital da EDA que tem como outros principais acionistas a Energia e Serviços dos Açores, ESA, com uma quota de 39,7 por cento e a EDP (10%).

Do grupo de elétrica açoriana fazem parte seis empresas com atividades nas áreas das energias renováveis, telecomunicações, engenharia e manutenção e estudos e apoio ao desenvolvimento.


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