Açoriano Oriental
Dois adeptos do Benfica acusados de desacatos nos Açores conhecem hoje sentença

Dois adeptos do Benfica conhecem esta sexta-feira no Tribunal Judicial de Ponta Delgada, nos Açores, a sentença num processo em que estão acusados de terem provocado desacatos naquela cidade açoriana na madrugada de 12 de janeiro de 2019.

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

Os dois arguidos, integrantes da claque ‘No Name Boys’, foram acusados pelo Ministério Público (MP) de, “em coautoria material e concurso efetivo”, terem cometido crimes de “ofensa à integridade física qualificada” e de “resistência e coação sobre funcionário”.

Segundo a acusação, os factos ocorreram "na noite de 11 para 12 de janeiro", altura em que os dois arguidos estavam em São Miguel, onde se deslocaram para assistir ao jogo entre o Santa Clara e o Benfica.

Os dois homens integravam "um grupo de cerca de 40 membros" dos “‘No Name Boys’, grupo organizado, não oficial, de apoio ao referido clube [Benfica]”, refere o MP.

Os alegados desacatos começaram à porta de um estabelecimento de diversão noturna de Ponta Delgada, "cerca das 06:00", altura em que vários adeptos da claque de apoio ao Benfica saíram da discoteca “sem proceder ao pagamento do que haviam consumido” e “forçando a passagem pelos seguranças que se encontravam na porta da rua do estabelecimento em causa”.

O MP alega que os arguidos e os demais elementos do grupo que integravam juntaram-se aos elementos da claque que saíram do estabelecimento "sem pagar" e "arremessaram garrafas de vidro em direção aos seguranças" e, com "cintos e bastões metálicos", “desferiram pancadas", tendo o gerente da discoteca sido "atingido com uma forte pancada na cara com uma garrafa em vidro", por "um dos elementos do grupo".

A acusação sustenta ainda que "face à atuação dos arguidos e demais elementos do grupo, foi solicitada a intervenção da PSP", mas ainda assim, "os arguidos e outros elementos da claque - alguns não identificados - prosseguiram com os desacatos, arremessando garrafas, pedras e paus às forças policiais, as quais tiveram que efetuar diversos disparos para repor a ordem e segurança públicas, tendo "uma das balas de borracha ficado alojada na perna esquerda" de um dos arguidos.

Durante o julgamento, em novembro, os dois adeptos do Benfica negaram implicações nos alegados desacatos e recusaram supostas agressões ou incentivo à violência.


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