Distinguidas descobertas sobre o bosão de Higgs

Distinguidas descobertas sobre o bosão de Higgs

 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Out de 2013, 12:37

O Prémio Nobel da Física foi atribuído ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs pelo seu trabalho sobre o Bosão de Higgs, uma partícula considerada elementar, anunciou o júri.

 

Os dois homens, de 80 e 84 anos, foram distinguidos pelos seus trabalhos "sobre a descoberta teórica de um mecanismo que contribui para a compreensão da origem da massa das partículas subatómicas, que foi recentemente confirmada", disse o comité Nobel em comunicado.

A Real Academia de Ciências Sueca explicou que uma equipa de físicos registou teoricamente a existência deste mecanismo em 1964 e que foi “recentemente confirmado pela descoberta das partículas fundamentais” em experiências no Centro Europeu de Física de Partículas(CERN).

Englert e Higgs tinham já recebido este ano o prémio Príncipe das Astúrias de Investigação, por este trabalho.

Em 1964, por dedução, o físico britânico Peter Higgs registou a existência do bosão ao qual foi dado o seu nome, com os seus colegas belgas Robert Brout e François Englert.

É este bosão, ou mais precisamente o "campo de Higgs", que funciona como uma espécie de campo gravitacional no espaço entre partículas, que, segundo os físicos, dá massa a outras partículas elementares.

O Bosão de Higgs também conhecido como "partícula de Deus" deve esta designação ao facto de um editor norte-americano ter decidido alterar o título de um livro sobre o assunto.

O prémio Nobel da física Leon Lederman queria titular o livro "The Goddamn particle" (A partícula maldita) como forma de exprimir frustração pelo rumo das investigações sobre o assunto.

O editor decidiu mudar o título para "The God Particule" (A partícula de Deus) dando a entender que o físico queria sublinhar o papel central, em vez do caráter inacessível da partícula, "perseguida" pelos cientistas durante décadas.

O anúncio do galardão, que estava inicialmente previsto para às 10:45 horas de Lisboa, ficou marcado por um inédito atraso de cerca de 60 minutos comunicado a poucos instantes da hora prevista e para o qual não foi avançada qualquer explicação.


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