O Diogo Miguel foi eleito, no passado mês de maio, presidente da direção do Águia Clube Desportivo. O que o levou a abraçar este projeto?
É, de facto, um grande projeto e, como costumo dizer, é preciso gostar muito e o que me fez abraçá-lo foi o amor que tenho pelo clube, o meu clube de formação, o meu clube do coração. Decidi arregaçar as mangas na situação que o clube passava e abraçar este projeto, obviamente com uma equipa de luxo ao meu lado, um grupo de pessoas cinco estrelas que estão disponíveis para ajudar em tudo. Sem eles não seria possível.
O que se propõe fazer neste mandato de dois anos à frente dos destinos do Águia? Os problemas financeiros são transversais aos clubes da Região e certamente o Águia não foge à regra. O equilíbrio financeiro do clube é o vosso grande objetivo?
Exatamente. Em primeiro lugar pretendemos criar uma estabilidade financeira para, no futuro, podermos dar melhores condições aos nossos atletas e aos nossos treinadores. Este é o objetivo principal.
Temos também o objetivo de aproximar mais o clube à freguesia. Achámos que o clube está um pouco distante da freguesia e a nossa intenção, ainda por cima numa freguesia tão grande, é que o clube tenha mais dinâmica nos Arrifes. Queremos aparecer mais em eventos da freguesia para chamar também as pessoas da freguesia ao clube.
Outro objetivo é melhorar a imagem do clube. Há poucos anos o clube não deu uma boa imagem e estamos a tentar mudar isso. Vamos trabalhar para que as pessoas voltem a ter aquela imagem que o Águia é um clube histórico, com muita história e essa história merece ser respeitada.
O Águia é um clube com grande peso no futebol de São Miguel, mas também a nível regional. Recuperar esta mística perdida também é um objetivo?
Sim, claramente. O Águia é o clube, por exemplo, com mais taças de São Miguel, é um clube que tem história não só a nível da ilha, mas também a nível regional. Já participou algumas vezes na Série Açores e com excelentes prestações.
A formação vai ser o vosso principal foco a nível desportivo?
Sim, o nosso principal foco será a formação. Este ano iremos encerrar o plantel de seniores. Foi uma decisão difícil, tomada em coletivo, mas para o bem do clube. Então, decidimos que nos próximos dois anos vamos apostar na formação e dar melhores condições aos nossos atletas e aos nossos treinadores.
Na temporada 2024/2025 quantos atletas teve o Águia e quantos contam ter na próxima época?
Na última época tivermos entre 90 a 100 atletas. Na próxima época vamos encerrar um escalão, mas em contrapartida iremos abrir outro, mas a nossa intenção e o nosso objetivo é sempre ter mais atletas.
A juventude dos Arrifes está desperta para o Águia e para o futebol?
Infelizmente temos atletas dos Arrifes que estão um pouco afastados do clube e a nossa intenção é aproximá-los, porque temos muita qualidade na nossa freguesia. A nossa freguesia é muito grande, cheia de qualidade e queremos trazer essa qualidade para o clube da freguesia, não só atletas de fora da freguesia, mas também os dos Arrifes.
Eventos como o Torneio de Guarda-redes dos Arrifes ajudam a dar notoriedade e a dar prestígio ao clube, como também podem trazer retorno financeiro. O clube tem mais iniciativas deste género projetadas para o futuro?
Sim, o Torneio de Guarda-redes é para dar continuidade. Além disso, iremos fazer uma espécie de torneio de apresentação no início da época, de apresentação das nossas equipas, e de futuro também temos intenção de criar outros torneios.
