Segundo o partido, a falta de mão-de-obra nos Açores tem levado "muitas empresas" da região, principalmente nos setores da construção civil e turismo, a recorrer ao recrutamento de imigrantes, assumindo “os custos com os processos de contratação, regularização e formação dos trabalhadores”.
Contudo, o Chega alerta que existem queixas de “muitos empresários” porque “alguns destes trabalhadores, assim que conseguem regularizar a sua situação nos Açores, abandonam a região à procura de melhores condições noutros países da Europa”.
“Uma situação que acarreta prejuízos quer para a região, quer para os empresários que ficam incapacitados de cumprir com prazos e compromissos assumidos com clientes”, denuncia o partido, em nota de imprensa.
Por isso, o Chega enviou à Assembleia Legislativa Regional um requerimento, questionando se o Governo Regional conhece "este fenómeno e a sua verdadeira dimensão".
Os deputados do Chega no parlamento açoriano pretendem ainda obter dados oficiais sobre "esta situação e em que setores e ilhas tem vindo a ser mais problemática".
Os parlamentares querem também saber quantos imigrantes já chegaram aos Açores com contrato de trabalho nos últimos cinco anos, quantos destes abandonaram a região e que tipo de formação fazem quando chegam ou antes mesmo de chegarem aos Açores.
No requerimento, os parlamentares questionam ainda que medidas têm sido adotadas para promover a integração e a permanência destes trabalhadores nos Açores e que articulação existe entre o Governo Regional, as entidades empregadoras e as autoridades competentes em matéria de imigração, para "proteger as empresas que investem no recrutamento internacional".
O requerimento pergunta ainda se o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) pondera propor alterações legislativas ou estabelecer protocolos com o Governo da República que "reforcem a eficácia dos processos de recrutamento internacional e reduzam o abandono precoce dos trabalhadores imigrantes com contrato de trabalho celebrados nos Açores".
O líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, afirma que “não basta facilitar a entrada de trabalhadores imigrantes", defendendo que são necessários "mecanismos que garantam que os profissionais recrutados permanecem na região durante o período para o qual foram contratados".
Citado na nota, José Pacheco afirma que "esta situação não pode ser ignorada".
“Ficam sem o trabalhador, ficam sem o dinheiro que gastaram para regularizar a situação do trabalhador e ficam sem mais trabalho porque deixam de ter, novamente, mão-de-obra para trabalhar. Assim não há empresas que aguentem”, aponta.
