“Em junho, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 506,4 mil dormidas, valor inferior em 3,8% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.
Esta é a nona descida homóloga consecutiva no número de dormidas em alojamentos turísticos na região, de acordo com os resultados preliminares de junho.
No primeiro semestre de 2026, os Açores somaram 1,8 milhões de dormidas em alojamentos turísticos (-4,6%) e 578,4 mil hóspedes (-3,6%).
Em junho, a região contabilizou 151,3 mil hóspedes (-1,8%), com uma estada média de 3,35 noites (-2%).
A redução de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 0,7% em junho e 1,3% no primeiro semestre do ano, segundo o relatório do SREA.
Das mais de 506 mil dormidas registadas em junho nos Açores, mais de três quartos (76%) foram de turistas estrangeiros, que somaram 385 mil dormidas.
O mercado nacional representou 121,5 mil dormidas, equivalentes a 24% do total, e foi o que registou a maior descida homóloga (-9,2%).
Nas dormidas de turistas do estrangeiro a redução foi de apenas 1,9%.
Entre os mercados externos, os Estados Unidos foram o maior mercado emissor, em junho, com 77,7 mil dormidas (20,2% das dormidas de residentes no estrangeiro), registando um aumento homólogo de 3,1%.
Em segundo lugar, com 65 mil dormidas (16,9%), surge a Alemanha, que ainda assim registou um decréscimo de 0,2%, e em terceiro a Espanha, com 38,6 mil dormidas (10%).
Espanha foi, no entanto, o mercado que registou a maior descida face a junho de 2025, seguindo-se a Bélgica (-18,3%) e o Reino Unido (-16,5%).
Em sentido inverso, Israel (+108,5%), Canadá (+23,1%) e Ucrânia (+18,4%) apresentaram os maiores crescimentos homólogos.
Com 253,7 mil dormidas, a hotelaria concentrou metade (50,1%) das dormidas turísticas no arquipélago em junho, seguindo-se o alojamento local, com 228,8 mil dormidas (45,2%), e o turismo no espaço rural, com 23,9 mil dormidas (4,7%).
A quebra de dormidas voltou a ser mais acentuada no turismo no espaço rural (-13,1%) e no alojamento local (-8,9%), com a hotelaria a registar um acréscimo homólogo de 2,4%.
Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 95,3% das dormidas em junho, apenas quatro das nove ilhas dos Açores apresentaram um decréscimo face ao período homólogo, mas o grupo inclui a maior ilha do arquipélago.
Santa Maria foi a ilha que registou a maior descida (-17,2%), seguindo-se São Jorge (-8,9%), São Miguel (-5%) e Graciosa (-3%).
Em sentido contrário, o Corvo apresentou um aumento de dormidas de 7,2%, as Flores de 4,1%, o Pico de 2,5% e o Faial e a Terceira de 1,4%.
A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, contabilizou neste mês 319,9 mil dormidas, concentrando 66,3% do total.
Em segundo lugar, surge a ilha Terceira, com 64,8 mil dormidas (13,4%), seguindo-se o Pico, com 33,7 mil dormidas (7%) e o Faial, com 30,4 mil dormidas (6,3%).
O mercado nacional destacou-se, com maior peso nas dormidas, nas ilhas Graciosa (69,4%) e Santa Maria (55,9%).
Entre os mercados externos, o norte-americano foi o que teve mais peso na Terceira (17,8%), em São Miguel (16,8%) e na Graciosa (12,7%), enquanto o alemão se destacou nas ilhas do Pico (19,6%), Flores (18,7%), Faial (17,9%), São Jorge (16%) e Santa Maria (9,2%) e o francês na ilha do Corvo (29,2%).
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em junho, atingiu os 64,3% (menos 0,4 pontos percentuais), mas os proveitos totais subiram 9,3% para 28 milhões de euros.
Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 42,1% (menos seis pontos percentuais) e os proveitos totais baixaram 0,1%, atingindo 2,9 milhões de euros.
No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 38,1% (menos 4,2 pontos percentuais).
Segundo o relatório, 17,6% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em junho (mais 2,5 pontos percentuais do que no período homólogo).
