Sudão

Destacamento da força ONU para Darfur poderá ser atrasado


 

Lusa / AO online   Internacional   15 de Nov de 2007, 11:45

O destacamento da futura força ONU-União Africana no Darfur poderá ser atrasado, porque ainda não dispõe de mobilidade aérea e de unidades especiais indispensáveis, advertiu quarta-feira um alto responsável das Nações Unidas.
“O tempo está contado”, afirmou à imprensa Jean-Marie Guéhenno, chefe das operações de manutenção de paz da ONU, após discussões no Conselho de Segurança sobre o destacamento da força “híbrida” de cerca de 26.000 homens, cujos primeiros elementos devem estar no terreno no início de 2008.

“Para a primeira fase de 2008, necessitamos de uma força que seja capaz de fazer frente, porque pensamos que a missão será posta à prova e caso não consiga superar essa prova de forma credível isso será muito mau para os nossos esforços no Darfur”, acrescentou.

“Faltam-nos 18 helicópteros de transporte e seis helicópteros tácticos. Sem essas capacidades, a missão não terá a mobilidade necessária para reforçar um campo isolado que seja atacado ou para prestar auxílio a uma população que seja atacada”, indicou Guéhenno.

Jean-Marie Guéhenno acrescentou que a força mista ainda não tem a autorização do governo sudanês para destacar certas unidades não africanas indispensáveis para a sua eficácia.

“Não temos ainda uma visão clara sobre a possibilidade de destacar certas unidades não africanas no início da missão”, afirmou.

Tratam-se de quatro unidades: um batalhão de infantaria tailandês, duas companhias de reserva nepalesas, uma delas de forças especiais, e uma companhia fornecida por países nórdicos, referiu.

O governo de Cartum, que durante muito tempo se opôs ao destacamento dessa força para o seu território, acabou por aceitar com a condição de que seja essencialmente composta por soldados africanos.
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