Burla na Caixa Geral de Depósitos

Débora Raposo continua em prisão preventiva


 

Lusa / AO online   Regional   14 de Nov de 2007, 15:53

O Tribunal de Vila Franca do Campo manteve a medida de coacção de prisão preventiva a Débora Raposo, recentemente extraditada do Canadá e que está a ser julgada pelo alegado envolvimento numa burla na Caixa Geral de Depósitos.
A advogada de defesa, Liberta Raimundo, adiantou hoje à agência Lusa que foram revistos, na última semana, os pressupostos da medida de coação aplicada à sua cliente, tendo o Tribunal decretado a manutenção da prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

Depois de ter sido extraditada do Canadá para Portugal em Agosto deste ano, Débora Raposo começou a ser julgada em Outubro, no âmbito de um processo de burla na Caixa Geral de Depósitos (CGD), que já tinha sido julgado em 2000.

Na altura, o Tribunal de Vila Franca do Campo condenou sete dos nove acusados no processo de burla de vários milhões de euros ao balcão local da CGD, através de supostos empréstimos ao abrigo de uma linha de crédito destinada a financiar a recria de novilhos.

Na primeira sessão do julgamento, que decorreu a 22 de Outubro deste ano, Débora Raposo, 66 anos, que não chegou a ser julgada em 2000, negou qualquer envolvimento na burla.

Afirmou, mesmo, que se sentiu "chocada" com alguns elementos que constam da acusação e adiantou que os créditos solicitados estavam relacionados com dois colégios privados que abriu, mas que, depois, encerraram a actividade.

Durante a audiência de várias horas, considerou, ainda, que não se considerou "fugitiva" à Justiça, uma vez que disponibilizou vários contactos seus no Canadá.

Para segunda-feira está agendada uma nova sessão de julgamento, em que serão ouvidos alguns dos antigos arguidos deste processo para explicarem factos contraditórios.

Em Novembro de 2000, o Tribunal de Vila Franca do Campo condenou sete dos nove acusados no processo a várias penas de prisão, a máxima de sete anos de prisão com um ano e dois meses de perdão.

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