Economia

Crise varre lojas do Parque Atlântico

Crise varre lojas do Parque Atlântico

 

João Alberto Medeiros   Regional   21 de Out de 2009, 08:31

Várias lojas encerraram no Parque Atlântico e outras deverão encerrar até 31 de Outubro. Até final do ano está previsto ainda o encerramento de outros espaços comerciais.

De acordo com o que apurou o AO, até 31 de Outubro, são doze os espaços comerciais que vão abandonar o Parque Atlântico.

Dois destes espaços, a Vobis, loja de informática, e a Sayonara Íntima, apesar de deixarem de ocupar os actuais espaços, transitam apenas, não abandonando o centro comercial, obedecendo apenas a estratégias comerciais.

No caso da Vobis, passará a ficar localizada junto à Worten, transitando também os respectivos recursos humanos.

A Sayonara Íntima transita para a loja Sayonara, cujo espaço vai ter obras de beneficiação, sendo que também neste caso os postos de trabalho estão salvaguardados.

A maior parte dos espaços que encerram está ligada à venda de roupa, havendo, no entanto, baixas na restauração, como é o caso de um restaurante, dois cafés e uma gelataria.

De acordo com o que apurou o AO as lojas que vão abandonar aquele espaço comercial estão a ser confrontadas com dificuldades para cumprir os seus compromissos com o Parque Atlântico, devido à sua baixa liquidez.

Face ao cenário de recessão económica, os consumidores têm vindo a retrair-se, não consumindo, ou consumindo apenas o essencial.

Nem mesmo as frequentes baixas de preços têm sido suficientes para gerar liquidez necessária para fazer face aos compromissos.

João Pedro Mota, director do Parque Atlântico, alega que se está perante um ano de reavaliação de contratos, na sua maioria com seis anos.E, esta reavaliação surge num "momento mais desfavorável" da economia, na sua leitura.

Confrontado sobre quantas lojas irão encerrar no Parque Atlântico, João Pedro Mota escusa-se a fazer esta contabilidade, alegando que não sabe o que se poderá passar amanhã. Mas admite que há lojistas que não renovaram os contratos.

Entretanto, a administração do espaço afirma que está em fase de análise de novas propostas comerciais para oferecer aos seus clientes, havendo negociações em curso.

Algumas destas lojas que abandonam agora o Parque Atlântico, propriedade de empresários locais, estarão entretanto a negociar a sua transição para o novo espaço comercial que irá surgir na Calheta.

Outros proprietários das lojas em questão vão optar por regressar à baixa de Ponta Delgada.

O Parque Atlântico possui neste momento 101 lojas.

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