Aviação

Criação do Handling na SATA é "simples acto de gestão"


 

Lusa/AO online   Regional   14 de Ago de 2008, 18:47

O presidente do Grupo SATA considerou a criação de uma direcção-geral para o handling (apoio em terra) como um “simples acto de gestão” da companhia e recusou que implique alterações nos vínculos laborais dos trabalhadores.
“Este simples acto de gestão não pressupõe alterações de capital, nem tampouco mudanças nos vínculos laborais”, adiantou António Gomes de Menezes, em declarações à agência Lusa.

    Convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (SITAVA), os funcionários de terra da SATA Air Açores efectuaram, recentemente, uma greve às horas extraordinárias, num protesto que incluiu, também, a entrada mais tarde nos turnos, contra a alegada segmentação da empresa.

    Uma nova paralisação do género já está agendada para o início de Setembro, uma vez que o sindicato alega a falta de garantias de que a segmentação de serviços como o handling não vai avançar depois de Outubro, mês das eleições regionais.

    Segundo o presidente da companhia, em causa está a necessidade de encontrar o “modelo de gestão que melhor defende o racional económico” da operação, num sector “com paradigmas em mudança”.

    “Só assim é que, verdadeiramente, defenderemos o futuro dos trabalhadores do Grupo SATA”, alegou o presidente da transportadora açoriana, que tomou posse em Outubro de 2007.

    O economista António Gomes de Menezes adiantou que, em Julho, foi criada uma direcção-geral de handling na SATA Air Açores, o que permite encarar esta área como um “negócio, que se afirmará pela sua competitividade e excelência”.

    No caso da criação de novas sociedades no Grupo SATA, “então estamos perante um tema que pressupõe assuntos de capital, pelo que, certamente, o respectivo timing será o que vier a ser definido pelo accionista único” do grupo, o Governo Regional, disse.

    O gestor salientou, ainda, que, ao longo da sua história, o grupo SATA tem apresentado uma “natureza multifacetada” na aviação civil, desde a gestão dos aeródromos, passando pelo transporte e handling, e sofreu “profundas alterações”.

    “Foram constituídas a Azores Express, SATA Express, SATA Gestão de Aeródromos, SATA Internacional e SATA SGPS. Nunca houve despedimentos. Muito pelo contrário”, alegou.

    Para o presidente do grupo, “há muitos anos a esta parte, ano após ano, o número de funcionários da SATA tem vindo a crescer”, contando actualmente com 1.162 funcionários.

    “Por conseguinte, a nossa própria história demonstra que é uma falácia associar reorganizações a despedimentos”, afirmou Gomes de Menezes.

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