Numa mensagem divulgada nas redes sociais, António Costa felicita Rumen Radev “pela sua vitória clara” nas legislativas na Bulgária e afirma ser “um prazer” voltar a recebê-lo no Conselho Europeu.
“Conforme transmitido na nossa conversa ao telefone hoje de manhã, espero trabalhar consigo no Conselho Europeu em prol da nossa agenda comum para uma Europa próspera, autónoma e segura”, afirma, desejando a Rumen Radev felicidades no novo cargo.
Por sua vez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa mensagem nas redes sociais, também felicitou Rumen Radev pela sua vitória, frisando que a Bulgária é um “membro orgulhoso da família europeia e que desempenha um papel importante na resolução de desafios comuns”.
“Aguardo com expectativa que trabalhemos em conjunto pela prosperidade e segurança da Bulgária e da Europa”, afirma Von der Leyen.
O ex-Presidente búlgaro Rumen Radev, que defende o retomar do diálogo com a Rússia, conquistou a maioria parlamentar nas eleições legislativas de domingo, de acordo com os resultados eleitorais quase definitivos hoje divulgados.
Radev obteve 44,7% dos votos, o que significa que a coligação “Bulgária Progressista”, que lidera, teve uma forte aceitação entre os eleitores do país mais pobre da União Europeia e conseguiu uma maioria absoluta de pelo menos 132 lugares no parlamento, que tem 240 lugares.
Rumen Radev, que deveria presidir o país entre 2017 e 2026, demitiu-se em janeiro para concorrer às eleições legislativas, com a sua vitória a alterar o cenário para a formação de um governo nesta nação balcânica, que votou no domingo pela oitava vez em cinco anos.
O vencedor ficou muito à frente dos conservadores (GERB) do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, que liderou o anterior governo, e dos liberais do PP-DB, que obtiveram 13,01% e 14,26% respetivamente, de acordo com os resultados quase definitivos divulgados pela Comissão Eleitoral Central.
Antigo comandante-chefe das Forças Aéreas, Radev iniciou a sua carreira militar em 1987, ainda sob o regime comunista, e consolidou-se como um dos militares mais destacados do país.
O seu confronto com os políticos tradicionais granjeou-lhe apoio popular, especialmente ao apoiar vários protestos de cidadãos, entre os quais a mobilização contra a corrupção e o aumento dos preços que levou, em dezembro passado, à queda do Governo de coligação liderado pelo conservador Rosen Zhelyazkov.
