Em comunicado na manhã de sábado (hora local), o Estado-Maior Conjunto sul-coreano não informou de imediato se o projétil em causa era um míssil balístico ou outro tipo de sistema.
O lançamento ocorre numa fase da crescente tensão entre os dois países, com uma série demonstrações militares norte-coreanas nas últimas semanas, que incluíram testes de um suposto sistema de mísseis hipersónicos, exercícios com munições reais e a entrada em serviço de um novo navio de guerra, apesar dos apelos norte-americanos para a retoma da diplomacia.
A Coreia do Sul acusou Pyongyang na terça-feira de uma "violação do armistício" após uma explosão de minas no dia 21 de setembro na zona desmilitarizada (DMZ) entre os dois países, pela qual responsabilizou o regime de Pyongyang.
Três oficiais sul-coreanos ficaram feridos e um deles perdeu um pé.
Segundo as autoridades sul-coreanas, a explosão aconteceu durante uma operação para verificar suspeitas de Seul de que Pyongyang tinha colocado ilegalmente minas terrestres na zona.
Também o Comando das Nações Unidas, a força militar responsável pela supervisão do armistício entre as duas Coreias, classificou o incidente como "uma violação" do acordo.
A poderosa irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, considerou hoje patética a "espécie de pedido de desculpas" exigida por Seul após uma explosão na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, que feriu gravemente três soldados sul-coreanos.
A Coreia do Sul "chegou ao ponto de falar sobre algum tipo de 'pedido de desculpas'", disse Kim Yo Jong, em comunicado.
"São absolutamente patéticos", acrescentou a irmã mais nova do líder norte-coreano, considerada uma das figuras mais importantes do regime norte-coreano.
Kim Yo-jong rejeitou de imediato as conclusões de Seul e disse que a investigação do incidente era uma "farsa conspirativa" para justificar "provocações políticas e militares" contra Pyongyang.
Embora a DMZ esteja oficialmente desmilitarizada, as extremidades norte e sul estão entre os locais mais minados do mundo, e as explosões de minas já causaram atritos entre as duas Coreias.
Estima-se que mais de 800 mil minas estejam espalhadas por esta zona tampão de quatro quilómetros de largura que, desde 1953, divide a península ao longo de quase 250 km.
As relações entre os dois países têm-se deteriorado drasticamente desde 2022 após um período de distensão que se seguiu à conclusão de um acordo militar em 2018.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, que reforçou a cooperação com a Rússia e está a realizar testes de armamento cada vez mais sofisticados, tornou a fronteira com o sul ainda mais impenetrável e designou o vizinho como o "inimigo principal".
Em 2015, dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos pela explosão de uma mina terrestre no lado sul da DMZ, tendo um deles perdido as duas pernas.
Seul concluiu que as tropas norte-coreanas tinham cruzado a linha de demarcação militar para colocar as minas, acusação que Pyongyang também negou.
Este incidente levou a Coreia do Sul a retomar a transmissão de mensagens anti-Coreia do Norte através de altifalantes ao longo da fronteira.
Na ausência de um tratado de paz, Seul e Pyongyang ainda estão tecnicamente em guerra.
Coreia do Norte disparou projétil em direção ao mar
A Coreia do Norte disparou pelo menos um projétil em direção às suas águas a leste, informaram as forças armadas da Coreia do Sul.
Autor: Lusa
