Concretização de políticas públicas leva a aumento de fontes de energias renováveis e endógenas nos Açores

Concretização de políticas públicas leva a aumento de fontes de energias renováveis e endógenas nos Açores

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   13 de Ago de 2018, 19:15

A diretora regional da Energia adiantou que a produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis e endógenas nos Açores foi de 41% no primeiro semestre deste ano, o que representou um crescimento de 1,6% face ao período homólogo de 2017, evitou a emissão de cerca de 64 mil toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera e permitiu uma redução de 7% de utilização de combustíveis fosseis para o efeito, o que evidencia a “concretização de política públicas na matéria”.


Andreia Carreiro, que visitou a Central Hidroelétrica dos Túneis, na Ribeira Quente, citada em nota do Gacs, disse que este é um resultado "bastante satisfatório, que nos mostra que estamos a assistir e a valorizar uma desejada transição para as energias limpas, que privilegia os recursos naturais, renováveis e endógenos, como um dos pilares para a independência energética dos Açores”.

 

Os Açores, segundo a Diretora Regional, “apesar da sua fragmentação territorial, apresentam um potencial diversificado de recursos, absolutamente inédito a nível global, e que pretendemos maximizar”.

 

Nesse sentido, destacou a energia geotérmica, com um crescimento de cerca de 14% em 2018, assumindo uma representatividade de 27% do total da energia produzida nos Açores, devido, em parte, à entrada em funcionamento, no final do ano passado, da Central do Pico Alto, na Terceira, que assegura 12% da energia desta ilha, enquanto que a representatividade em São Miguel é já de 44%.

 

“Os Açores possuem uma grande diversidade de recursos naturais”, sublinhou Andreia Carreiro, apontando a energia eólica, que representou mais de 8% da energia elétrica produzida no primeiro semestre de 2018, e a hídrica, com cerca de 4%, acrescentando que "estão em curso diversos projetos que vão incrementar a integração de energias limpas no sistema eletroprodutor”, acrescentou a diretora.

 

Andreia Carreiro salientou que “os Açores encontram-se atualmente bem posicionados no setor energético, onde se pretende uma abordagem inovadora, lidando com a energia de forma integrada e inclusiva a diversos setores, mediante diálogo permanente e imprescindível para o sucesso das políticas públicas, incluindo a participação de todos os cidadãos” e, por esta via, “garantir energia segura e acessível a todos os Açorianos, bem como a criação de emprego qualificado na Região".


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