Comité de Proteção dos Jornalistas denuncia jornalistas com medo nos EUA devido a Trump

Comité de Proteção dos Jornalistas denuncia jornalistas com medo nos EUA devido a Trump

 

Lusa/Ao online   Internacional   27 de Out de 2018, 11:41

O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou a existência de profissionais de informação dos EUA com medo devido às constantes hostilidades por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Pode ser imprudente e perigoso para Trump continuar a retórica agressiva contra a imprensa e os jornalistas como inimigos do povo", apontou na sexta-feira, em comunicado, o vice diretor-executivo da CPJ.

"Jornalistas de todo o país sentem-se inseguros por causa da constante hostilidade e desprezo pelo seu papel na nossa democracia por parte do chefe de Estado, que tem que parar", reiterou.

Mahoney reconheceu não poder afirmar que os discursos violentos de Trump incitam à violência, embora seja claro que “algumas pessoas sejam influenciadas por eles”.

O responsável referia-se à detenção, na sexta-feira, de César Sayoc, no caso do envio de pacotes bomba a figuras democratas dos Estados Unidos da América.

César Sayoc será acusado de cinco crimes e enfrenta uma pena que poderá chegar aos 48 anos.

O homem de 56 anos é um apoiante de Donald Trump, tendo mesmo participado em comícios de apoio ao republicano, durante a campanha presidencial de 2016.

Os media divulgaram imagens de uma carrinha que alegadamente pertence a Sayoc, onde estavam impressas fotografias de Trump e imagens a insultar políticos democratas, bem como a CNN.

Desde segunda-feira que várias personalidades democratas norte-americanas, incluindo o ex-presidente Barack Obama e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, derrotada nas eleições presidenciais de 2016 contra Donald Trump, foram alvo de encomendas contendo explosivos.

O ex-vice-presidente democrata Joseph Biden foi outro dos visados pelos pacotes bomba.



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