Processo de avaliação dos serviços públicos

Comissão de Protecção de Dados dá razão a funcionários públicos

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP/Açores) apresentou queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados por duvidar da legalidade do processo de avaliação dos serviços públicos, implementado pelo Governo Regional.


Em nota de imprensa, o SINTAP/Açores reproduz a deliberação da Comissão que entendeu que a situação denunciada “configura a realização de tratamento de dados pessoais” e decidiu “ordenar a notificação da Vice-presidência do Governo Regional dos Açores para cessar o tratamento de dados pessoais e proceder ao apagamento dos dados já recolhidos, com a  advertência de que em caso de incumprimento poderá incorrer na prática de um crime de desobediência qualificada”.

Desse modo, o Sintap entende que a Vice-presidência do Governo Regional deve proceder à recolha ou selagem das caixas de acrílico distribuídas pelos serviços, bem como à retirada de circulação de todos os questionários em apreço, de modo a que não se levantem nenhuns equívocos quanto à cessação do tratamento dos dados pessoais.

Para o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, o questionário distribuído pela população “não era mais do que um convite à denúncia anónima dos funcionários públicos”. Do ponto de vista do sindicato, além da questão relacionada com o tratamento dos dados pessoais dos funcionários, há um outro problema: o carácter anónimo do questionário atenta contra os direitos ao bom nome e à reputação profissional e o direito de defesa relativamente a eventuais acusações, queixas ou difamações feitas através do inquérito.
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Em 2005, havia 16,4 mil jovens empregados nos Açores. Vinte anos depois, são 8,9 mil. A região cresceu, o emprego atingiu recordes, mas no mercado de trabalho os jovem representam metade face a 2005. Para Francisco Simões, os números espelham “problema estrutural do desemprego em Portugal, com uma expressão mais acentuada nos Açores”.