As comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que se assinala em 2027, já estão a ser preparadas há mais de um ano e prometem envolver toda a diáspora açoriana.
Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, revelou que as atividades serão “transversais e globais”, com muitas iniciativas previstas nas nove ilhas, no continente e nos países com presença açoriana significativa, como Estados Unidos, Canadá, Brasil e Havai.
Entre as iniciativas está a emissão de selos e moedas comemorativas, exposições temáticas em museus nacionais e internacionais, com a colaboração de instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Torre do Tombo. Além disso, os produtos regionais serão também promovidos através da Marca Açores.
A Região irá contar ainda com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, sendo que as lotarias e as raspadinhas, ao longo do ano de 2027, irão incluir referências à descoberta dos Açores. Está também prevista a articulação com os municípios açorianos e autarquias do continente para a promoção de exposições, colóquios e eventos dedicados à história e identidade açoriana.
Paulo Estêvão conta ainda que está previsto um projeto que promete envolver todos os açorianos: “600 anos, 600 nomes”. E convida toda a população a sugerir e a apresentar personalidades que considera marcantes ao longo dos seis séculos de história açoriana, inclusive figuras da diáspora.
Além disso, o executivo destaca que o ano de 2027 será um ano muito forte para a cultura, uma vez que está prevista a criação de um portefólio de artistas, grupos culturais, filarmónicas e agentes culturais da Região. O que promete facilitar convites para atuações e conferências em qualquer parte do mundo.
O objetivo das comemorações é, também, reforçar os laços com as comunidades menos visíveis e expandir a rede de Casas dos Açores.
“O
mundo açoriano é muito maior do que as nove ilhas”, afirmou Paulo
Estêvão, acreditando que as comemorações irão dar a conhecer a dimensão
da identidade açoriana no mundo, além de valorizar o contributo das
comunidades emigrantes ao longo da história açoriana.
