Crise nuclear iraniana

China recusa proposta de sanções contra Teerão


 

Lusa / AO online   Internacional   30 de Out de 2007, 18:19

O governo chinês manifestou esta terça-feira a sua oposição à instauração de novas sanções contra o Irão devido ao programa nuclear iraniano e insistiu na diplomacia e no diálogo para resolver o impasse.
"Consideramos que a decisão de impor sanções não pode ser tomada de ânimo leve. No presente, o Irão está a tentar resolver a questão através de conversações", disse Liu Jianchao, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em conferência de imprensa de rotina.

"Nas circunstâncias actuais, não apoiamos mais sanções, que podem vir a piorar a situação", acrescentou.

Liu respondia a uma questão sobre o apelo feito segunda-feira em Pequim pela ministra dos Negócios Estrangeiros israelita, Tzipi Livni, para que a China apoie sanções "dramáticas" contra Teerão, num esforço de parar o processo nuclear iraniano.

Livni afirmou, num discurso na capital chinesa, que a China tem "um papel crucial a jogar" para arrefecer as ambições nucleares iranianas.

"Como um membro respeitado do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e dada a influência que tem no mundo árabe e no Irão, a China tem um papel a jogar", disse a ministra.

Israel e os Estados Unidos têm sido dos países a acusar com mais veemência o Irão de tentar desenvolver armas nucleares, uma acusação que Teerão nega, afirmando que o programa nuclear se destina em exclusivo a produzir energia para uso civil.

O apoio da China, que tem interesses no sector petrolífero iraniano e é - com os Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia - membro permanente com direito de veto do Conselho de Segurança, é indispensável para a tomada de medidas de força contra o Irão.

Mas Pequim tem até agora manifestado oposição contra medidas mais vigorosas, apelando ao diálogo e às negociações diplomáticas.

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