Segundo um comunicado do partido, num requerimento enviado ao executivo através do parlamento regional, os deputados solicitam dados detalhados sobre os apoios atribuídos nos últimos cinco anos, incluindo a percentagem destinada ao desporto profissional e ao desporto amador, os valores atribuídos por modalidade, o número de clubes apoiados e o montante médio por atleta.
O Chega quer ainda perceber que critérios justificam as atuais diferenças de financiamento, se o Governo Regional considera sustentável a concentração de apoios no desporto profissional e se está prevista uma revisão do modelo de financiamento.
De acordo com a nota, em causa está a alegada concentração de verbas no desporto profissional, “em particular na SAD do Clube Desportivo Santa Clara, que […] poderá estar a beneficiar de apoios na ordem de um milhão de euros anuais, enquanto dezenas de clubes de formação e modalidades recebem valores significativamente inferiores”.
Para o Chega/Açores, esta realidade “levanta sérias dúvidas quanto à equidade, transparência e eficiência na utilização de dinheiros públicos, sobretudo quando o desporto de base é responsável pela formação de milhares de jovens e desempenha um papel essencial na coesão social e territorial da região”.
Num outro requerimento enviado ao parlamento açoriano, o partido questiona o Governo Regional sobre quantos observatórios existem na região e qual tem sido o “contributo legislativo, administrativo ou de políticas públicas de cada um para a tomada de decisão política nos Açores”.
O grupo parlamentar do Chega “exige que se explique a real utilidade e contributo dos observatórios” e lembra que está a ser analisado, em sede de comissão parlamentar, um projeto de resolução “para implementação de uma estratégia integrada para reforçar a eficácia da administração pública, garantir a sustentabilidade do setor empresarial público e assegurar uma gestão responsável dos recursos regionais”.
