CGTP quer identificar com rapidez portadores de doenças profissionais

CGTP quer identificar com rapidez  portadores de doenças profissionais

 

Lusa/AO Online   Economia   26 de Nov de 2009, 18:53

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) solicitou hoje ao Ministério da Saúde a criação de um grupo de trabalho destinado a combater a "morosidade" da identificação, por parte dos médicos, de portadores de doenças profissionais.

À saída de uma audiência com a ministra Ana Jorge, o secretário-geral da Intersindical, Carvalho da Silva, disse ter lançado um apelo à tutela no sentido de "assumir este problema das doenças profissionais" bem como a "necessidade de uma identificação e de uma participação por parte dos médicos sempre que detectam situações que indicíam uma doença profissional".

Para combater a "morosidade" na identificação do problema, a CGTP exigiu ao Ministério que, "numa acção articulada entre o Ministério da Saúde, o Ministério do Trabalho, convocando ou mobilizando sectores profissionais como a Ordem dos Médicos ou a Escola de Saúde Pública, e também sindicatos, se crie um grupo de trabalho ou uma estrutura semelhante que sacuda esta situação de arrastamento e de injustiça profunda".

De acordo com o dirigente da CGTP, a situação actual "está a penalizar o sistema público de saúde porque, muitas vezes, os custos que deviam ser imputados para a condição de doença profissional são imputados como se se tratasse de uma doença comum e é o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o Orçamento de Estado (OE) que acabam por ser onerados".

Estas e outras questões foram apresentadas hoje à tarde à ministra Ana Jorge, sendo que a CGTP destacou também a precariedade no sector da saúde como um dos pontos centrais do encontro.

No entender de Carvalho da Silva, "é uma evidência que o aumento do desemprego e o agravamento da qualidade do emprego neste país tem muito a ver com o proliferar da qualidade [do emprego] na administração pública".

Neste âmbito, a CGTP considera fundamental "mais estabilidade no sector da saúde para que este funcione".

Carvalho da Silva depositou total confiança nos sindicatos que, no seu entender, levarão estas e outras questões para cima da mesa das negociações com Ana Jorge.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.