Greve Geral

CGTP-IN/Açores prevê adesão semelhante à paralisação de 11 de dezembro

A CGTP-IN/Açores admitiu que a adesão na região à greve geral de 3 de junho, contra o pacote laboral, possa ser semelhante à paralisação de 11 de dezembro, antecipando efeitos em todos os setores e ilhas



“A disponibilidade demonstrada pelos trabalhadores revela que a adesão será semelhante à greve geral de 11 de dezembro. Prevê-se que os efeitos se sintam em toda a região e em todos os setores”, refere a CGTP, num comunicado assinado pelo coordenador regional, Rui Teixeira.

A CGTP-IN/Açores acusa o Governo da República de promover uma política de retrocesso social e laboral, "em confronto aberto com a Constituição da República Portuguesa", impondo "uma política de retrocesso em todos os domínios – nos salários, no poder de compra, na habitação, na saúde e na educação, entre muitos outros exemplos".

"Nos contactos com os trabalhadores da região, destaca-se a rejeição total do Pacote Laboral, que destrói os direitos dos trabalhadores, desequilibrando ainda mais as relações de trabalho a favor da entidade patronal", adianta.

A CGTP-IN/Açores considera que o novo pacote laboral fragiliza os direitos dos trabalhadores através da "facilitação dos despedimentos", do "ataque à contratação coletiva", da "desregulação de horários", a "generalização da precariedade", o "impedimento da atividade sindical e o ataque ao direito de greve".

“Não bastam palavras e discursos: é mesmo preciso mais salário, mais direitos e mais serviços públicos”, defende a CGTP-IN/Açores, que critica “os lucros de milhões de euros” das grandes empresas em contraste com o empobrecimento dos trabalhadores.

A CGTP-IN/Açores afirma que os trabalhadores exigem "um rumo diferente para os Açores", defendendo medidas concretas como o aumento dos salários e das pensões, o combate ao aumento do custo de vida, com "o controlo dos preços de bens e serviços essenciais, o direito universal à habitação e a melhoria dos serviços públicos".

"Perante uma realidade marcada pelos baixos salários, por horários desregulados e sem fim, realização de horas extraordinárias e outras soluções para fazer face ao aumento do custo de vida, os trabalhadores exigem a valorização das profissões e das carreiras e recusam empobrecer a trabalhar", defende a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses.

No dia da greve geral estão também previstas concentrações em várias ilhas do arquipélago.

Em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o protesto terá início às 10h00 junto da Direção Regional do Emprego.

Em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, a concentração está marcada para as 10h30 na Praça Velha, enquanto na Horta, na ilha do Faial, decorrerá, à mesma hora, no Largo Duque de Ávila e Bolama, segundo informou a CGTP-IN/Açores.


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