César diz que haverá eleições em Angra se condições do PS não forem respeitadas

 César diz que haverá eleições em Angra  se condições do PS não forem respeitadas

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Dez de 2011, 09:08

O presidente do PS/Açores, Carlos César, manifestou hoje apoio à solução encontrada para a Câmara de Angra do Heroísmo, frisando que, se não forem respeitadas as condições impostas pelos socialistas, haverá eleições no município.

“O grupo que assumirá funções na gestão municipal, apesar de inteiramente renovado, constitui uma garantia, dada a experiência política e de administração de todos os seus membros”, afirmou Carlos César numa declaração à Lusa.

O líder regional socialista comentava a decisão do PS/Terceira de escolher Sofia Couto, que se candidatou em quarto lugar na lista socialista nas autárquicas de 2009, para presidir ao município na sequência da renúncia da presidente e dos dois vereadores socialistas.

O PS/Terceira colocou, no entanto, duas condições para evitar a realização de eleições, sendo uma a aprovação do orçamento municipal nos termos propostos pela presidente e outra a devolução de todos os poderes que tinham sido retirados à presidente do município.

“A governação necessita de estabilidade, pelo que os atos mais diários e correntes que em qualquer município são executados pelo presidente devem voltar a sê-lo no caso de Angra do Heroísmo”, defendeu Carlos César.

No mesmo sentido, também considerou que “não valerá a pena o PS fingir que gere o município se o orçamento camarário não fôr viabilizado ou se o fôr em subversão dos princípios mais essenciais em que o partido maioritário se reveja”.

“Se tais condições não se vierem a confirmar, valerá a pena realizar eleições”, afirmou o presidente do PS/Açores, acrescentando que, apesar de os socialistas não recearem o ato eleitoral, acredita que o “diálogo permitirá superar as dificuldades”.

O executivo municipal de Angra do Heroísmo é composto por três elementos do PS, três do PSD e um eleito pelo CDS/PP.

Carlos César frisou que o PS/Açores “é um partido de diálogo”, salientando que os socialistas “não recebem lições do PSD ou do CDS/PP” nesta matéria.


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