CDS-PP desafia Governo dos Açores a procurar consensos de forma "genuína"

CDS-PP desafia Governo dos Açores a procurar consensos de forma "genuína"

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Nov de 2013, 18:48

O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, desafiou hoje o Governo Regional a procurar consensos de forma "genuína" em relação ao orçamento para 2014, repto que o presidente do executivo, o socialista Vasco Cordeiro, aceitou.

"Em tempo de profunda crise, não se pode governar da mesma forma, nem se deve exercer o poder da oposição da mesma maneira. A conjuntura exige um esforço acrescido de solidariedade para com as famílias e as empresas em dificuldades: um esforço que deve sobrepor-se ao espírito de fação e à crispação por vezes inútil que, algumas vezes, dominam a agenda política", afirmou Artur Lima, na abertura do debate do orçamento dos Açores para 2014, no plenário do parlamento regional, na Horta.

Artur Lima destacou que "os Açores vivem hoje uma crise quase sem precedentes", referindo, entre outros indicadores, a maior taxa de desemprego da autonomia, os 18.600 beneficiários do Rendimento Social de Inserção no arquipélago, os 23% de açorianos entre os 15 e os 24 anos que "não estudam nem trabalham" e o menor poder de compra do país.

"Senhor presidente do Governo, no momento tão difícil que atravessamos ninguém deve ser excluído, nenhuma ideia pode ser ignorada, nenhum caminho pode ser encerrado, nenhuma pergunta vos deve ser incómoda. O momento aflitivo por que passam as nossas famílias e empresas deve merecer a nossa mais profunda atenção, devemos estar abertos a ouvir todos, a dialogar com todos, a analisar todas as propostas e a aceitar aquelas, que não sendo à partida uma opção socialista, podem ser boas para quem delas vai beneficiar", disse a seguir, dirigindo-se diretamente a Vasco Cordeiro.

Sempre falando para o presidente do executivo, acrescentou que ao "discurso do diálogo" devem corresponder "ações reais", porque "não vale a pela aprovar soluções ou propostas de outros partidos, apenas para constar no discurso político de amanhã".

"Ao Governo e ao Partido Socialista cabe a obrigação de uma procura genuína do consenso", sublinhou.

Após esta intervenção, Vasco Cordeiro pediu a palavra para responder: "O Governo Regional aceita esse repto e está disponível para, nesta postura construtiva de que o senhor deputado deu provas na sua intervenção, avançarmos a bem dos Açores", afirmou.

 


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