Carlos César critica falta de pessoal nas forças de segurança

Carlos César critica falta de pessoal nas forças de segurança

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Dez de 2011, 08:21

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, lamentou hoje as carências de pessoal que afetam as forças de segurança na região, manifestando-se contra a legislação que impede a mobilidade entre as administrações central, regional e local.

“É uma medida que não subscrevo, até porque há lugares com funcionários a mais, por contrapartida a outros em que há funcionários a menos, portanto essa mobilidade até seria vantajosa para todos os níveis da administração”, afirmou Carlos César.

O presidente do Executivo regional, que falava aos jornalistas em Ponta Delgada no final de uma reunião do Gabinete Coordenador de Segurança, frisou que esse problema se “sente particularmente nas forças de segurança na Região, que não conseguem beneficiar da proximidade da administração regional”.

Carlos César salientou que existem “carências de pessoal muito significativas” ao nível de diversos serviços de segurança nos Açores e recordou que a Região “não tem competência” nesta matéria.

“Nesta reunião disse aos serviços de segurança que, para determinados efeitos, podem contar com a colaboração da administração regional, no sentido da inclusão desses serviços em programas ocupacionais, de estágio e de formação profissional que o governo regional desenvolve”, afirmou, admitindo que esta situação pode permitir um reforço de pessoal “ainda que para funções não especializadas”.

Relativamente à situação de segurança nos Açores, Carlos César salientou que “tem havido uma diminuição sensível dos crimes violentos e graves e até da criminalidade em geral”.

O presidente do governo regional alertou, no entanto, que a situação de “instabilidade social” e os problemas de natureza criminal gerados pela posição geoestratégica dos Açores obrigam a uma “atenção cuidada e permanente” das forças de segurança.

Nesse sentido, recordou a importância da coordenação entre as diversas forças e serviços de segurança na região, como aconteceu recentemente com o incidente ocorrido em Santa Maria, quando um homem baleou agentes de segurança e se colocou em fuga.

Essa coordenação é um dos objetivos do Gabinete Coordenador de Segurança, onde as reuniões periódicas servem para fazer “um ponto de situação sobre a colaboração” entre as várias entidades envolvidas na segurança da Região, permitindo “atualizar e melhorar a capacidade operacional e os dispositivos” disponíveis nos Açores.


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