Eleições no PSD

Candidatura de Menezes quer questão das quotas resolvida


 

Lusa / AO online   Nacional   24 de Set de 2007, 11:30

A candidatura de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD assegurou hoje que vai "até às últimas consequências", em termos políticos e jurídicos se não ficarem definitivamente resolvidas as questões relativas aos cadernos eleitorais para as directas de sexta-feira.
"Exigimos a estabilidade dos cadernos eleitorais, integrando os militantes que pagaram as quotas e retirando quem não pagou", afirmou Ribau Esteves, porta-voz da candidatura, em declarações à Lusa.

Para Ribau Esteves, “hoje é o dia D” para resolver esta questão, já que se reúne o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), e se o problema não for ultrapassado, a candidatura de Menezes vai “até às últimas consequências, no plano político e jurídico”.

O porta-voz da candidatura de Luís Filipe Menezes escusou-se a pormenorizar o que poderão ser as “últimas consequências”, mas admitiu que uma das hipóteses poderá ser o pedido de adiamento das eleições directas para a presidência do PSD, marcadas para sexta-feira.

“Não é possível, nesta fase do processo, mudar as regras, que determinam que quem pagou as quotas tem direito a votar e quem não pagou não pode votar”, frisou.

Na perspectiva da candidatura de Menezes, “o que Marques Mendes (líder do PSD, que se recandidata ao cargo) está a fazer, com a conivência do presidente do CJN, é colocar nos cadernos eleitorais cerca de 8.000 militantes dos Açores e 1.500 da emigração que não pagaram as quotas”.

“Esta é uma questão muito grave”, frisou Ribau Esteves, recordando que Luís Filipe Menezes propôs no Conselho Nacional o pagamento de quotas presencial até ao momento da votação e a criação de uma comissão independente para fiscalizar o processo, tendo estas duas propostas sido rejeitadas.

Por outro lado, nas declarações que prestou à Lusa, Ribau Esteves revelou que a candidatura de Menezes já detectou “milhares de militantes que pagaram as quotas e não constam dos cadernos eleitorais”.

    Nas contas da candidatura, já terão sido detectados “cerca de 4.000” casos de militantes nestas condições, alegadamente afectos a Menezes.

“O que está a acontecer é uma retirada selectiva de apoiantes de Luís Filipe Menezes dos cadernos eleitorais”, denunciou.

“Não são admissíveis processos de intenção, se é para investigar a forma como as quotas foram pagas, então isso tem que ser feito por uma entidade independente e terão que ser investigados todos os militantes que pagaram quotas e não apenas alguns” afirmou Ribau Esteves, numa alusão a dúvidas sobre a forma como o pagamento das quotas terá sido feito.

Numa resposta a informações divulgadas pela candidatura de Marques Mendes sobre o alegado pagamento em massa de quotas de militantes afectos a Menezes, Ribau Esteves frisou que também tem dados em sentido contrário.

Segundo o porta-voz de Menezes, esta candidatura já detectou o pagamento de quotas em massa de militantes alegadamente afectos a Marques Mendes na Figueira da Foz (500 militantes), Ansião (400), Caldas da Rainha (600) e Viseu (500).

“Exigimos que o presidente do PSD ponha seriedade neste processo e que o presidente do CJN faça cumprir as regras e os regulamentos”, afirmou.
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