Berlim espera boa solução para viabilizar Cimeira Europa/África


 

Lusa / AO online   Internacional   21 de Set de 2007, 18:00

O governo alemão "espera que se encontre uma boa forma" de realizar a II Cimeira União Europeia/África, em Dezembro, em Lisboa, disse hoje à Lusa um responsável do gabinete de imprensa da Chancelaria Federal.
O mesmo porta-voz sublinhou ainda que Berlim "sempre apoiou" os esforços da actual presidência portuguesa da União Europeia para concretizar o encontro entre altos responsáveis dos dois continentes vizinhos.

O porta-voz do Bundespresseamt acrescentou que a Cimeira, prevista para 8 e 9 de Dezembro, em Lisboa, "é muito importante para colocar as relações entre a Europa e a África sobre uma nova base".

Berlim tem igualmente expectativas quanto à referida cimeira, à luz das resoluções do G8 (sete países mais industrializados do mundo e Rússia) na Cimeira de Heiligendamm, em Junho, sob presidência germânica, quanto à intensificação do apoio ao continente africano, referiu à Lusa a mesma fonte.

Esta semana, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou, num artigo de jornal e a um canal de televisão, que só participará na Cimeira Europa-África, se o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, não estiver presente.

Na opinião de vários observadores, as declarações de Brown vieram criar novas dificuldades à realização do encontro de alto nível, agendado para 08 e 09 de Dezembro, e considerado um dos mais importantes da actual presidência portuguesa da UE.

A primeira Cimeira Europa/África realizou-se em Abril de 2000, no Cairo (Egipto), sob a égide da anterior presidência portuguesa da UE e por iniciativa desta.

Vários esforços anteriores para realizar uma segunda Cimeira esbarraram, no entanto, no diferendo entre Londres e Harare.

Na quinta-feira, Brown propôs ainda o agravamento das sanções ao Zimbabué, cujos altos dirigentes estão proibidos de entrar no espaço europeu, acrescentando que iria em breve procurar convencer outros países da UE, nomeadamente a Alemanha, a assumirem a mesma posição.

Há 28 anos no poder, o presidente zimbabueano Robert Mugabe é acusado de ter instaurado uma ditadura, que desrespeita os direitos humanos, e de ter mergulhado o país numa situação de extrema pobreza.

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