O Bloco de Esquerda (BE) quer mais esclarecimentos sobre o aparecimento anormal de aves mortas e questiona o Governo Regional sobre se a hipótese de envenenamento das aves está excluída.
Em nota de imprensa, o BE/Açores afirma que os esclarecimentos do Governo Regional sobre o aparecimento anormal de aves mortas (ver peça em baixo) “deixam ainda muitas dúvidas”.
Por isso, o BE/Açores entregou ontem um novo requerimento sobre este mesmo assunto ao Governo Regional.
Desta vez, o Bloco de Esquerda quer que o Governo Regional confirme se a Doença de Newcastle foi a causa da morte dos pombos e das rolas e se foi investigada e excluída a hipótese de envenenamento.
Isto ao mesmo tempo em que pretende esclarecer qual a causa de morte das aves de capoeira que não tinham a Doença de Newcastle.
No requerimento, conforme refere uma nota de imprensa, o BE/Açores quer também mais esclarecimentos sobre a atuação das autoridades no caso em que uma pessoa teve sintomas compatíveis com a Doença de Newcastle, depois de ter estado em contacto com aves encontradas mortas.
Em nota imprensa, o BE/Açores lembra que no início do mês de agosto e perante relatos de mortalidade anormal de pombos e outras aves em diferentes ilhas dos Açores, entregou ao Governo Regional um requerimento solicitando informação sobre a dimensão da mortandade, as espécies afetadas, as análises realizadas, as hipóteses de diagnóstico em investigação e as medidas de acompanhamento adotadas.
Contudo, lamentam os bloquistas açorianos em nota de imprensa, “as respostas do Governo deixaram muitos aspetos por esclarecer”.
O BE/Açores lembra haver relatos públicos de mortalidade de outras espécies e referências à eventual utilização de substâncias tóxicas, sendo esta a razão que leva o Bloco de Esquerda a querer saber se foi estudada a hipótese de morte por envenenamento.
“Até porque o governo revela que todos os pombos e rolas analisados tinham o vírus da Doença de Newcastle – uma situação muito comum por toda a Europa, como refere uma recente nota informativa da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária – mas não o aponta como causa de morte”, alerta o BE/Açores em nota de imprensa.
Além disso, conclui, “a DGAV não identifica os Açores como zona com surto de Doença de Newcastle, e as aves de capoeira que foram analisadas não tinham o vírus da Doença de Newcastle. Logo, nestes casos, a causa de morte terá sido outra”.
Por isso e para o
Bloco de Esquerda, “é fundamental perceber se os vírus identificados em
diferentes ilhas foram geneticamente comparados e se os resultados
disponíveis permitem estabelecer relações epidemiológicas entre as
ocorrências e formular hipóteses sobre as vias de disseminação”.
