Banco alimentar inicia recolha de bens


 

Carmo Rodeia   Nacional   27 de Nov de 2009, 05:46

O Banco Alimentar desenvolve este fim de semana uma campanha de recolha de bens junto de grandes superficies e supermercados.

Cerca de 267 mil pessoas carenciadas receberam produtos alimentares do Banco Alimentar Contra a Fome no primeiro semestre do ano, mais 17 mil do que em 2008, segundo dados da organização.

"Tem sido crescente o número de pessoas que recorrem ao banco alimentar para pedir ajuda e também o número de instituições que pedem um acréscimo de produtos", disse à Agência Lusa Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, quando se inicia mais um campanha de recolha de alimentos nos supermercados.

Segundo Isabel Jonet, o aumento dos pedidos ao Banco Alimentar surgem directamente dos cidadãos, mas também das instituições.

As mais de 267 mil pessoas carenciadas receberam as refeições nas 1650 instituições que são apoiadas com os produtos alimentares do Banco Alimentar.

"No primeiro semestre deste ano ajudámos 1650 instituições de solidariedade social, que asseguraram refeições a mais de 267 mil pessoas comprovadamente carenciadas", disse, sublinhando que esta população recebe todos os dias do Banco Alimentar um cabaz de alimentos ou uma refeição já confeccionada.

Isabel Jonet considera que o aumento da procura de ajuda se deve à situação difícil em que se encontram muitas famílias portuguesas devido à crise, "porque há pessoas numa situação mais difícil devido ao desemprego, mas também porque essas pessoas deixam de poder pagar as mensalidades das creches e dos lares, deixando as instituições de solidariedade social um bocadinho asfixiadas, uma vez que não têm os recursos de que estavam à espera".

O Banco Alimentar Contra a Fome organiza sábado e domingo uma nova campanha de recolha de alimentos em supermercados de 17 regiões do país, na maior acção de voluntariado organizada em Portugal.

Além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem diariamente excedentes doados pela indústria agro-alimentar, agricultores, cadeias de distribuição e operadores dos mercados abastecedores.

O primeiro Banco Alimentar nasceu em Portugal em 1992 e actualmente estão em actividade 17 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha.


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