Paulo Botelho, presidente da Associação de Táxis de São Miguel, defende que há um problema em Ponta Delgada na época alta, nomeadamente nos meses de julho e agosto, em que existem mais turistas e mais pessoas a circularem nas ruas.
Esse problema é o “excesso de clientes e, durante algumas horas, a falta de táxis”, revelou em declarações ao Açoriano Oriental. Para o taxista, a solução é simples: criar-se um modelo novo em que se divide o concelho em três zonas, alargadas de forma a que abranja as freguesias com carros menos sobrecarregados.
Desse modo, o problema poderia ser colmatado com a ajuda dos táxis da ilha e de freguesias mais afastadas do centro, e não com recurso ao TVDE que, na ótica de Paulo Botelho, representaria “o fim de uma grande parte da atividade do setor”.
Segundo o presidente, em zonas como Fajã de Cima, Fajã de Baixo, São Roque, Livramento e Arrifes, há menos trabalho do que no centro, porém, por questões de licença de estacionamento, os taxistas não estão autorizados a estacionar nessa área e ajudar. “É preciso fazer uma revisão à lei do táxi e do estacionamento”, reitera.
No que diz respeito ao TVDE, Paulo Botelho relembra a sazonalidade do turismo nos Açores e que é preciso pensar no que se iria fazer com essa quantidade de carros no inverno. “Ou querem TVDE, ou querem táxis. Não temos movimento suficiente para as duas coisas no inverno. Temos de viver de acordo com a nossa dimensão e realidade”, sublinhou.
Segundo Paulo Botelho, o problema maior está no centro de Ponta Delgada, mas nas Sete Cidades e nas Capelas também se verifica alguma falha em termos de carros.
Paulo Botelho apela a Nuno Barata, deputado da IL/Açores, que “avalie melhor a situação e não fale publicamente ou faça exigências de coisas que ele próprio não sabe muito bem”.
“Não há necessidade de estarmos a viver um problema que pode ser resolvido e todos os envolvidos ficarem satisfeitos. Se tivermos uma maneira de colmatar essa situação em que se possa abranger mais clientes, com mais eficiência e rapidez, julgo que seria o melhor para todos”, destacou.
Paulo
Botelho já expôs o problema e a solução pensada ao presidente da Câmara
de Ponta Delgada, que até agora “nunca se pronunciou, nem preocupou com
o setor”, referiu. O taxista pretende ainda falar com várias entidades
da ilha e regionais “para que se possa encontrar a melhor solução” para
resolver o problema.
