Segundo um comunicado do secretariado-geral da ACRA, os aumentos que entram em vigor na sexta-feira “assumem expressão significativa na economia regional, afetando famílias, trabalhadores e setores produtivos como agricultura, pescas e transportes, com efeitos em cadeia no preço dos bens e serviços”.
“Destaca-se o agravamento do gasóleo rodoviário, que penaliza de forma mais intensa as atividades económicas dependentes de transporte e logística”, referiu.
No comunicado, a ACRA manifesta “profunda preocupação” com o aumento dos preços dos combustíveis nos Açores, “atendendo ao impacto direto no custo de vida das famílias e na competitividade da economia regional”.
A associação considera “essencial a adoção de medidas que mitiguem estes impactos, protegendo o poder de compra das famílias e a sustentabilidade das empresas”.
“Os Açores não podem continuar a ser penalizados desta forma, exigindo-se maior transparência, rigor e eficácia na definição da política de preços energéticos na região”, acrescentou.
De acordo com os despachos publicados hoje em Jornal Oficial, a partir de sexta-feira a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas passa a custar 1,921 euros por litro, nos Açores, e o gasóleo rodoviário 2,004 euros por litro.
O preço do gasóleo colorido e marcado consumido na agricultura é fixado em 1,633 euros por litro e o preço do gasóleo colorido e marcado consumido na pesca em 1,443 euros por litro.
O gás butano vendido ao público, no estabelecimento do revendedor, em garrafas de 26 litros ou mais, passa a custar 2,208 euros por quilo e o vendido em garrafas de 24 litros, construídas em materiais leves (até oito quilos de vasilhame), 2,408 euros por quilo. O gás butano canalizado é fixado em 2,208 euros por quilo e o gás butano a granel em 1,801 euros por quilo.
