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Aliança defende maior aposta na diversificação agrícola

O líder do Aliança/Açores, Paulo Silva, candidato às eleições legislativas regionais de 25 de outubro, defendeu hoje uma maior aposta na diversidade agrícola, considerando que o arquipélago pode ter produtos de excelência.

Aliança defende maior aposta na diversificação agrícola

Autor: AO Online/ Lusa

“A diversidade é muito importante e se nós tivermos essa diversidade, com as condições que nós temos, temos produtos de excelência, não só para o mercado interno, mas numa fase seguinte para exportar”, afirmou, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo.

Paulo Silva, que é cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, inaugurou o período oficial de campanha eleitoral com uma visita à Feira do Gado, um mercado de produtos agrícolas, onde disse ter encontrado muita qualidade.

“Não podemos pôr os ovos todos na mesma cesta. Tem de haver um investimento sério na diversidade de produção agrícola, começando no café, passando pelas hortícolas. Já vemos aqui produtos de excelência”, salientou.

Segundo Paulo Silva, é preciso aliar o conhecimento dos técnicos ao trabalho dos agricultores, aproveitando a “terra fértil” e os fundos disponíveis no próximo quadro comunitário de apoio.

“Vamos ter a maior transferência de fundos comunitários da História. Temos lutado para que não haja uma maioria absoluta precisamente por causa disso, para que haja acordos pontuais, para que o dinheiro seja bem aplicado, acima de tudo na educação e na saúde, mas também na economia. Precisamos de micro e pequenas empresas, precisamos de diversidade”, sublinhou.

No contacto com comerciantes e consumidores na Feira do Gado, o candidato do Aliança encontrou quem tenha prometido trocar o voto habitual no PSD por uma cruz no novo partido, mas também muitas vozes contra os políticos “todos iguais”.

“Às vezes ouvimos uma ou outra coisa que não gostamos de ouvir, mas é normal, porque as pessoas estão cansadas, estão fartas do que tem acontecido”, apontou Paulo Silva.

Houve mesmo quem tivesse dito que não votava há 20 anos, mas o candidato do Aliança pediu uma oportunidade num partido novo, sublinhando que traz “ideias novas” e “seriedade”.

No final, disse sair “de alma cheia” e com entusiasmo por ter recebido “manifestações de apoio”, mas também vozes de descontentamento com a governação socialista.

“É preciso fazer muito mais pelas pessoas e este governo tem esquecido as pessoas. É muita obra e pouco humanismo. É isso que nos preocupa e por isso é que estamos aqui”, frisou.

O Aliança concorre pela primeira vez às eleições regionais dos Açores, apresentando listas em três círculos: Terceira, São Miguel e compensação.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.572 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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