Alemanha pressiona Irlanda a pedir ajuda à União Europeia e FMI

Alemanha pressiona Irlanda a pedir ajuda à União Europeia e FMI

 

Lusa   Economia   14 de Nov de 2010, 20:39

O Governo alemão está a pressionar a Irlanda para pedir ajuda à União Europeia (UE) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) antes da reunião do Eurogrupo, marcada para terça-feira, refere hoje a Bloomberg

Citando um responsável germânico, a agência Bloomberg adianta que Angela Merkel quer acalmar os mercados e, ao mesmo tempo, aprovar a proposta de os detentores de dívida pública partilharem os custos de um eventual resgate financeiro a países do euro.

O economista sénior do banco ING, Carsten Brzeski, disse que "um pedido de ajuda irlandês iria tirar pressão à discussão do mecanismo neste momento", mas acrescentou que logo que tal esteja decidido se irá “assistir a uma nova especulação sobre o que significa todos os países que usarem o fundo até 2013".

Já a BBC está a noticiar que a Irlanda está em conversações com vários líderes da União Europeia, não para pedir o resgate mas sim para acertar a data da intervenção.

A estação britânica de televisão adianta que o empréstimo a solicitar ao fundo de emergência europeu deverá estar entre os 60 mil e os 80 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan, garantiu hoje em declarações ao Sunday Times que vai resistir ao máximo às pressões dos ministros das Finanças da zona euro para que a Irlanda recorra a fundo de emergência europeu.

A proposta do Governo alemão pretende aprovar um mecanismo permanente de auxílio financeiro aos Estados-membros da zona euro, um projeto que, segundo a Bloomberg, deverá estar concluído até meados de dezembro. Esta proposta, que foi anunciada no último Conselho Europeu, no final de outubro, está longe de ser consensual entre todos os países europeus.

Na altura, a chanceler alemã entrou em atrito com o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, que considerava que a proposta da Alemanha poderia afastar os investidores do mercado da dívida europeia, principalmente de países periféricos como Portugal.

A verdade é que, desde ficou conhecida a proposta de Angela Merkel, os juros da dívida pública a dez anos da Irlanda e de Portugal têm estado numa escalada sucessiva, batendo máximos históricos.


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