Activistas de Greenpeace retidos e libertados por madeireiros da Amazónia


 

Lusa/AO   Internacional   18 de Out de 2007, 06:11

Oito activistas do grupo ecologista Greenpeace foram retidos e em seguida libertados na quarta-feira por um grupo de 300 pessoas no estado brasileiro do Pará, quando pretendiam protestar contra a destruição da Amazónia, informou a organização.
 O grupo foi cercado e ameaçado por madeireiros e populares na localidade de Castelo dos Sonhos, no oeste do Pará, uma zona onde se verificam sérios conflitos pela propriedade da terra a par de uma acelerada destruição da vegetação nativa.

    Segundo a Greenpeace, os seus activistas propunham-se retirar do local um tronco de castanheiro com 13 metros de comprido, restos de uma árvore emblemática que foi cortada e queimada por madeireiros.

    O tronco deveria ser trasladado num camião para o sudeste do Brasil onde seria exibido como um testemunho mudo da destruição da selva amazónica por parte de empresas madeireiras.

    "Os activistas saíram com escolta militar somente até aos limites da vila", informou a Greenpeace. "O tronco ficou onde está e segundo a Prefeitura, servirá de monumento numa praça que está a ser construída na localidade."

    "Para a Greenpeace, esse tronco de castanheiro é na verdade um monumento, mas à ausência de governo na Amazónia brasileira", disse o activista André Muggiati.

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