Açoriana percorre destinos mais inóspitos do planeta


 

João Cordeiro   Regional   24 de Ago de 2008, 12:08

Antártida, Egipto, Líbia, Nova Zelândia, Chile e Nepal fazem parte da lista interminável de destinos que Ana Isabel Nascimento já visitou.
Por onde passa, interessa-lhe a cultura, as pessoas e a forma como vivem, mas o que não pode faltar são as longas caminhadas: “férias para me encher as medidas são feitas de mochila às costas com caminhadas de manhã à noite, durante vários dias”.
“Hotel”, é uma palavra que não faz parte do dicionário de viagem de Ana Nascimento, uma vez que as noites são passadas, sempre que possível, de aldeia em aldeia, em casa dos habitantes locais, que, apesar de serem geralmente pobres, são felizes.
De todos os destinos, no mínimo pouco comuns, por onde já passou, destaca-se a Antártida, que fazia parte do seu imaginário de juventude, por ser um tema recorrente na literatura da época, no entanto, a ideia só tomou contornos de realidade quando, na Nova Zelândia, ao visitar um centro de interpretação da Antártida, “com imagens fabulosas”, todo o grupo com quem viajava foi automaticamente convencido: “Esta é a nossa próxima viagem!”. “O que é que vais fazer para a Antártida? Aquilo só tem gelo...” disseram-lhe os amigos. A viagem, no entanto, confirmou as expectativas: “é muito mais do que isso. É um espaço de uma imensidão que nos toca profundamente. É um espaço de solidão e que, ao mesmo tempo, permite um encontro connosco próprios. Há um silêncio que vai até ao fundo da alma”.
Para Ana Isabel Nascimento os extremos não são novidade, para além do deserto gelado da Antártida, já visitou o deserto abrasador do Sahara: “Outra Antártida, mas em areia”.
A beleza das dunas, que mudam de cor a cada hora do dia e de formato a cada minuto, assim como “a amplitude do espaço, que proporciona um sentimento de liberdade”, deram a esta viagem o adjectivo “fascinante”.
Para que nada falhe nestas viagens, Ana Isabel Nascimento tem uma lista de material com alguns anos, que contempla apenas o essencial, uma vez que em caminhada cada grama conta. A lista é tão reduzida, que a primeira vez que a cumpriu pensou: “isto vai ser impossível!”, mas a viagem apenas revelou que possuimos inúmeros objectos supérfluos.
Para além do material de caminhada e da pouca roupa, a máquina fotográfica e o bloco de notas são objectos que não podem faltar.
Depois das viagens, o regresso a casa não é fácil: “Levo alguns dias a voltar à realidade, porque alguns locais são tão bonitos e têm-me marcado de uma forma tão profunda, que, quando chego, estou, por vezes, ainda em estado de êxtase”, afirma a viajante.
Apesar de conhecer “meio mundo”, o desejo de conhecer novos destinos não se esvai. Ilha de Páscoa e Galápagos podem ser os próximos destinos.

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