Açores com 36 mil rastreios na segunda fase do programa de intervenção no cancro oral

A segunda volta do Programa de Intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores registou 36.354 rastreios, com uma taxa de participação de 29,3%, “superando os resultados” da primeira volta, revelou hoje o executivo açoriano.



No âmbito do Dia Mundial da Saúde Oral, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou o “compromisso do Governo dos Açores com a promoção da saúde oral, através de medidas concretas que reforçam o acesso, a prevenção e a qualidade dos cuidados prestados à população açoriana”.

Citada em nota de imprensa, a governante revelou que, na segunda volta do Programa de Intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores, “registam-se já 36.354 rastreios, com uma taxa de participação de 29,3%, superando os resultados da primeira volta (2017-2021)”.

Mónica Seidi afirmou que, no domínio da prevenção, destacam-se os "excelentes resultados" daquele programa, coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores.

O programa inclui rastreios anuais dirigidos a grupos etários específicos, consultas de casos referenciados e a distribuição do Boletim Individual de Saúde Oral (BISO 40+), “reforçando a vigilância e o encaminhamento atempado para tratamento especializado”.

A secretária regional destacou ainda, entre os investimentos realizados, a substituição de 12 cadeiras de medicina dentária nas Unidades de Saúde de Ilha, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência, abrangendo cinco unidades em São Miguel, três na Terceira, duas no Faial, uma em São Jorge e uma nas Flores, num investimento de 350 mil euros.

Quanto ao programa Cheque-Dentista, a responsável pela pasta da Saúde disse que “tem vindo a demonstrar resultados encorajadores”.

Desde o seu início, em outubro de 2025, foram já registados cerca de 134 pedidos de adesão, dos quais 115 na ilha de São Miguel e 19 na ilha de São Jorge, segundo a nota de imprensa.

Esta medida permite aos utentes aceder a tratamentos junto de prestadores aderentes, suportando apenas 5% do valor total, "representando um passo importante na promoção da equidade no acesso à saúde oral em toda a região”, referiu.

Para Mónica Seidi, “este é um caminho que continuará a ser reforçado, com foco na prevenção, no acesso universal e na valorização dos profissionais”.

Pretende-se “garantir melhores níveis de saúde oral para todos os açorianos, sem esquecer o compromisso do Governo de avançar já este ano para a criação da carreira do médico dentista no Serviço Regional de Saúde”, frisou.

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