Teresa Viveiros

Opinião

O prazer do livro que nos encontra

Guardo uma memória quase solene das vezes em que fui à antiga Biblioteca da Gulbenkian, em Ponta Delgada, então instalada no Largo de Camões. Nos dias em que esperava pela minha mãe para ir para casa entrava ali – primeiro porque ela mo pedia, depois por gosto. Era um espaço de silêncio, de luz contida e de estantes que, na altura, me pareciam intermináveis. Ao contrário do que acontecia em casa,...

Conteúdo exclusivo para subscritores.

Estar informado custa menos do que um café por dia!

Inclui acesso à totalidade das edições impressas, em formato digital, dos jornais e dos respetivos suplementos semanais ou da revista.

Mais artigos de Teresa Viveiros


O que cabe num contador?

Há descobertas que acontecem por acaso. E há acasos que, ao despertarem a nossa curiosidade, nos levam a descobertas. Começo pelo princípio. Há uns bons anos, ao passar por uma rua da Achada, terra...

É isto.

Se a educação cultural me move há muito, desde que fui mãe sinto uma responsabilidade acrescida. Tenho partilhado estas inquietações comuns a muitos profissionais e famílias. Preocupo-me em relação...

Maricarmen: uma causa por uma casa

Maricarmen Abascal, 87 anos, vivia numa casa, em Madrid, há 71 anos. No final de setembro, foi despejada, depois de o apartamento onde vivia ter sido vendido anos antes a um fundo de investimento e...

Crescer em comunidade

Há uma passagem em O Direito às Coisas Belas, de Juan Boix, interessante. Não tendo tido o cuidado de a sublinhar na altura, não a devolvo ao leitor de forma precisa, mas a ideia é a de que fomos deixando...

Somos mais do que paisagem

Boa parte de nós já regressou de férias, decerto alguns regressaram à rotina com a sensação de que o tempo passou demasiado depressa,...

O direito de não ter nada a dizer

Durante alguns dias não sabia o que escrever. Confesso que essa circunstância acabou por ocupar demasiado espaço mental. Há um compromisso...

Entre o preço e o valor: o acesso aos museus

Quase em simultâneo, duas declarações do Governo da República ocuparam o espaço público. De um lado, a polémica em torno dos exames nacionais, acompanhada de um discurso que desvia responsabilidades....

Brincar vale por si só

Há uma obra onde cabem oitenta e quatro formas de brincar, falo de Jogos Infantis, de Pieter Brueghel, o Velho (1525-1569). Pintada...

O território como espaço educativo: por uma pedagogia do quotidiano

Começo com perguntas, convicta de que a pergunta é sempre uma boa forma de iniciar: e se os territórios fossem encarados como espaços educativos? E se ensinassem quem os habita e percorre através das...

«Aos museus, cidadãos!»

Tomei emprestado o título deste artigo a uma conferência internacional, realizada em 2024, no Museu Nacional dos Coches: Aos museus, cidadãos! Museus e Cidadania: Experiências, Conceitos e Desafios....

«(...) Agora ninguém mais cerra as portas que Abril abriu!»

A frase que intitula este texto foi retirada, sabemo-lo, do poema  As portas que Abril abriu, de Ary dos Santos. No ano passado,...

Chamam-lhes ‘influencers’

Há um par de semanas, uma investigação do Público dava nota de que cerca de 70 escolas receberam influencers (o termo vale o que vale, neste caso zero) que promovem machismo tóxico, músicas degradantes....

PUB