TSD/A querem nova liderança no PSD/A sem demoras

TSD/A querem nova liderança no PSD/A sem demoras

 

Lusa/AOonline   Regional   22 de Out de 2008, 18:42

O Trabalhadores Sociais-Democratas dos Açores (TSD/Açores) alertaram que o PSD/Açores deve escolher rapidamente um novo líder, alegando a necessidade de se proceder a uma "verdadeira renovação" no partido.
"Os dirigentes que têm sido parte nas sucessivas lideranças devem libertar o partido e deixar que o novo líder seja eleito sem condicionalismos e sem quaisquer constrangimentos", defendeu o presidente dos TSD/Açores.

    Rui Ramos falava em conferência de imprensa, poucos dias depois do líder do PSD/Açores, Costa Neves, ter anunciado a sua demissão, na sequência dos resultados das eleições regionais de domingo.

    Numas legislativas que deram nova maioria absoluta ao PS/Açores, os sociais-democratas obtiveram 30,27 por cento dos votos e elegeram 18 deputados, contra os 30 mandatos dos socialistas.

    A Comissão Política Regional do PSD/Açores reúne-se sexta-feira, em Ponta Delgada, para analisar os resultados das regionais, uma reunião que deverá servir para Costa Neves oficializar a sua demissão.

    A presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Berta Cabral, é um dos nomes mais falados, a nível interno, para suceder a Costa Neves, mas a autarca já adiantou que apenas se pronuncia sobre uma eventual candidatura após a reunião da Comissão Política Regional.

    Os presidentes das comissões políticas das ilhas da Terceira e Graciosa já anunciaram o seu apoio a Berta Cabral, caso avance com uma candidatura às eleições directas no PSD/Açores.

    Na conferência de imprensa de hoje, Rui Ramos salientou que, a nível pessoal, veria "com bons olhos" que a dirigente social-democrata avançasse para a liderança, mas disse que a posição oficial dos TSD/Açores só será tomada depois de definidas as candidaturas.

    "Mais do que os militantes do partido, é a própria sociedade açoriana que exige uma clarificação de liderança, de projecto e de equipa", salientou o dirigente do TSD, para quem está em causa a "saúde da democracia" nas ilhas.

    Segundo Rui Ramos, o PSD/Açores "não pode perder tempo", uma vez que estão previstas três eleições no próximo ano, e tem de preparar propostas que "tenham em conta a difícil situação financeira" do arquipélago.

    Por isso, impõe-se uma nova liderança que, "acompanhada de novos protagonistas, possa devolver a esperança ao partido e, sobretudo, possa garantir uma oposição mais atenta e empenhada", alertou.

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