11 Set/25 Anos

Trump diz que EUA “nunca esquecerão” atentados e que continuarão a lutar

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu em Washington que os Estados Unidos nunca esquecerão os atentados de 11 de setembro de 2001 e que continuam hoje a lutar em nome das 2.977 pessoas mortas



"Hoje, renovamos o juramento sagrado que fizemos pela primeira vez em seu nome há um quarto de século. Nunca esqueceremos. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. Só pode haver vitória", declarou Trump durante uma cerimónia no Pentágono, um dos locais dos atentados.

Na intervenção, Trump aproveitou a comemoração do 25.º aniversário dos atentados para defender a guerra iniciada pela sua administração contra o Irão e prometer que a República Islâmica nunca obterá uma arma nuclear.

"Saudamos os membros das Forças Armadas que trabalham neste momento para garantir que o principal patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irão, nunca, jamais, tenha uma arma nuclear", afirmou.

Trump, nascido em Nova Iorque, optou por participar na homenagem na sede do Departamento de Defesa, em vez de o fazer no "Ground Zero" em Manhattan, onde estiveram o vice-presidente, JD Vance, todos os ex-presidentes vivos do país, e o ‘mayor’ da cidade, Zohran Mamdani.

Durante o seu discurso, o líder republicano afirmou que os Estados Unidos não podem esquecer "aquele momento de imensa e horrível maldade" ocorrido há 25 anos, mas também destacou a resposta do país perante aquela "perversidade".

"Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos há um quarto de século. Nunca, jamais, esqueceremos. É por isso que lutamos hoje. Não temos outra opção. A única opção é a vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer", insistiu.

Trump e a primeira-dama, Melania Trump, ouviram a leitura dos nomes das 184 pessoas que perderam a vida no Pentágono naquele dia, com um sino a tocar entre cada um deles.

O Presidente norte-americano procurou deixar uma nota de esperança ao terminar as suas declarações na solene cerimónia de homenagem no Pentágono.

“O 11 de setembro recordou-nos o terrível poder do ódio. Os 25 anos que se seguiram mostraram-nos o poder ainda maior do espírito americano para resistir e prevalecer, e para vencer. E, hoje, o nosso país está mais forte do que alguma vez esteve. Nunca foi tão forte como é agora”, acrescentou Trump.

Os atentados da Al-Qaida contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington, provocaram cerca de 3.000 mortos e desencadearam a chamada "guerra contra o terrorismo", bem como a invasão norte-americana do Afeganistão.

Os Estados Unidos estão há mais de seis meses numa guerra contra o Irão que não conseguiu atingir o seu objetivo declarado de derrubar o regime dos aiatolas e que poderá ter custos políticos para os republicanos nas eleições legislativas de novembro, devido à subida do preço da gasolina decorrente do bloqueio do estreito de Ormuz.

Durante a sua intervenção no Pentágono, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, também defendeu a guerra contra o Irão ao assegurar que a pressão económica sobre o país persa "aumenta todos os dias" e que os Estados Unidos mantêm o "controlo" do estreito.

Os atentados do 11 de Setembro desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos, mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.

Foi a única vez que o artigo 5.º da NATO, que prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos, foi ativado.

A 11 de setembro de 2001, dois aviões sequestrados por terroristas da Al-Qaida atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono nos arredores de Washington.

 Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.

 


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Vinte e cinco anos depois do ataque às torres gémeas que chocou o mundo e marcou o dia 11 de setembro de 2001, o médico gastrenterologista, Paulo Pacheco, recorda a experiência de ter sido um dos primeiros médicos voluntários a chegar ao epicentro do Ground Zero