Trudeau acusa serviços de informações canadianos de ocultarem ameaças da China

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, acusou os serviços de informação do país de ocultarem ameaças contra a família de um deputado canadiano por parte da China.



Trudeau declarou a jornalistas em Otava que ordenou ao Serviço Canadiano de Informações de Segurança (CSIS, na sigla em Inglês) que no futuro passe a revelar as ameaças contra os eleitos do país.

O periódico The Globe and Mail divulgou que o CSIS sabia desde 2021 que as autoridades chinesas estavam interessadas em conseguir informação sobre a família do deputado canadiano Michael Chong para lhe impor “sanções potenciais”.

Os familiares do deputado residem supostamente em Hong Kong, mas esta informação não foi confirmada por motivos de segurança.

O jornal acrescentou que as possíveis represálias contra Chong resultavam da sua posição crítica face às políticas de Pequim e que um diplomata chinês em Ottawa, identificado como Zhao Wei, esteve implicado na tentativa de localização dos familiares do deputado.

Trudeau disse na quarta-feira que soube das ameaças contra a família de Chong na segunda-feira, quando o periódico canadiano publicou a notícia.

O chefe do governo adiantou que o CSIS determinou que as ameaças não eram suficientemente graves para serem transmitidas ao Executivo.

“A partir de agora, deixámos claro ao CSIS e a todos os funcionários das informações que, quando houver questões sobre qualquer deputado, particularmente sobre a sua família, estas devem ser comunicadas”, afirmou.

Relatórios do CSIS divulgados nos últimos meses pela comunicação social acusam a China de interferência nas duas últimas eleições gerais no país, em 2019 e 2021, para facilitar a eleição de candidatos alegadamente favoráveis às autoridades de Pequim.


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