Tribunal Penal Internacional divulga mandado de prisão contra ex-primeira-dama da Costa do Marfim


 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Nov de 2012, 15:26

O Tribunal Penal Internacional (TPI) tornou público o mandado de prisão emitido em fevereiro conta Simone Gbagbo, esposa do antigo Presidente da Costa do Marfim, por crimes contra a humanidade cometidos após as eleições de 2010.

“(…) O TPI levantou o segredo do mandado de prisão emitido para Simone Gbagbo por quatro crimes contra a humanidade”, referiu o tribunal num comunicado, precisando que o mandado de prisão foi solicitado pelo procurador a 07 de fevereiro e formalizado em 29 de fevereiro.

Simone Gbagbo, de 63 anos, é suspeita de mortes, violações, outras formas de violências sexuais e perseguição, tendo cometido tais atos na Costa do Marfim entre 16 de dezembro de 2010 e 12 de abril de 2011, divulgou o tribunal.

Simone Gbagbo está detida no norte da Costa do Marfim desde abril de 2011.

O seu marido, o ex-Presidente Laurent Gbagbo, é também suspeito de crimes contra a humanidade pelo TPI.

O ex-presidente foi transferido para Haia em novembro de 2011 para ser julgado, sendo o primeiro antigo chefe de Estado entregue ao TPI.

A recusa de Gbagbo em ceder o poder ao vencedor das eleições presidenciais em 2010, o atual Presidente Alassane Ouattara, mergulhou o país numa crise que fez três mil mortos.

“Simone Gbagbo era ideológica e profissionalmente próxima do marido”, indicou o TPI no mandado de prisão.

“Ela participou em todas as reuniões realizadas no período considerado. Mesmo não sendo eleita, comportava-se como o alter ego do seu marido, exercendo o poder de tomar decisões de Estado”, referiu o documento.

O TPI já pediu aos órgãos competentes que realizem os trâmites necessários para a transferência da ex-primeira-dama para Haia, sede do tribunal internacional.

A transferência de Laurent Gbagbo para Haia aconteceu na sequência do seu mandado de prisão ter-se tornado público.

A esposa do ex-presidente está a ser acusada nos tribunais da Costa do Marfim por genocídio e crimes de sangue, atentado contra a segurança do Estado e crimes económicos entre 2010 e 2011.


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