Tribunal de Caldas da Rainha retoma hoje julgamento de alegado membro da ETA


 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Out de 2011, 07:31

O Tribunal de Caldas da Rainha retoma hoje e terça-feira o julgamento de Andoni Zengotitabengoa Fernandez, um dos dois alegados membros da ETA que moraram numa vivenda, no concelho de Óbidos, onde foram encontrados 1.500 quilos de explosivos.

O arguido é acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de furto qualificado, nove crimes de falsificação e um crime de detenção de arma proibida, todos com vista à prática de terrorismo, e ainda um crime de resistência e coação sobre funcionário, praticados, segundo a acusação, "enquanto membro da ETA".

As duas primeiras sessões do julgamento decorreram a 13 e 14 de setembro, rodeadas de fortes medidas de segurança que obrigaram ao condicionamento do trânsito na zona do tribunal.

A restrições voltaram a ser impostas desde as 17:00 de domingo e vão prolongar-se até às 20:00 de terça-feira, com proibição do estacionamento na frente e traseiras do tribunal e limitações à circulação automóvel.

Depois de ter ouvido vizinhos e trabalhadores da vivenda de Óbidos, proprietários de carros furtados usados pelo alegado etarra e responsáveis de agências imobiliárias que lhes alugaram imóveis, o tribunal ouve hoje e terça-feira mais 12 testemunhas, entre as quais peritos ligados à investigação.

A sessão, marcada para as 09:30, inicia-se com a audição de Carlos Codinha, sargento da GNR de Óbidos, que a 1 de fevereiro comandava a operação 'stop' em que Andoni Fernandez e Oier Mielgo (o outro alegado habitante da casa) se recusaram a parar e que alegadamente terá estado na origem da fuga precipitada dos dois bascos e da descoberta dos explosivos.

O alegado militante da ETA - uma organização considerada terrorista pelas autoridades espanholas e que defende a independência do País Basco - encontra-se detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Monsanto, em Lisboa, considerado de alta segurança.


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