Transporte aéreo e as acessibilidades vão ser temas em destaque no Dia Mundial do Turismo


 

Lusa/AO   Economia   26 de Set de 2007, 06:22

O Dia Mundial do Turismo, este ano assinalado no Funchal, vai abordar o transporte aéreo e as acessibilidades, áreas consideradas "transversais", mas decisivas para o sector, defendeu hoje o secretário de Estado do Turismo.
Em entrevista agência Lusa, Bernardo Trindade referiu que o transporte aéreo e as acessibilidades são um factor "fundamental para um país que está numa das extremidades da Europa", e ainda mais relevante para as Regiões Autónomas onde o turismo tem um peso crescente na contribuição para a riqueza gerada.

    O Dia Mundial do Turismo é assinalado na quinta-feira em várias regiões do país, como o Algarve, mas as comemorações, a nível nacional, serão no Funchal, Madeira, contando com a participação do secretário de Estado do Turismo e da secretária Regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante.

    Além de sessões de aulas a alunos durante a manhã por personalidades ligadas aos turismo madeirense, o programa contempla a realização de um seminário com o tema "Transporte Aéreo nas Regiões Insulares Turísticas" e a entrega de Medalhas de Mérito Turístico.

    Para Bernardo Trindade, existir um dia mundial para o turismo representa "o reconhecimento da importância da actividade" no contexto económico, um sector que, por sua vez, "está ligado a um conjunto de interesses variados" e a outras áreas que "tocam o turismo transversalmente, como o transporte aéreo e as acessibilidades".

    Aliás, ao fazer um balanço da evolução do turismo em 2007, que é positivo, encontrando-se a actividade com um ritmo ascendente, com alguns meses a subir acima dos 10 por cento no período até Julho, o secretário de Estado realçou o contributo das companhias de baixo custo (low-cost) que trazem turistas para vários destinos de Portugal, a preços mais reduzidos.

    "As companhias low-cost [tiveram] um papel significativo" na recente evolução do turismo português, defendeu.

    Depois de outras regiões com comportamentos positivos com o contributo das low-cost, como o Algarve ou Lisboa, Bernardo Trindade espera agora que a decisão da EasyJet passar a operar numa base regular na Madeira permita a consolidação dos números da região.

    Após os últimos anos com "resultados negativos, em 2007 a Madeira inverteu a tendência e espero que a EasyJet a operar numa base regular permita que os números se consolidem" e que a região recupere o seu mercado principal, o Reino Unido, uma vez que as ligações da companhia low-cost serão entre o Funchal e aquele país, referiu o governante.

    "Há dois anos e meio [as low-cost] não tinham expressão em Portugal", mas com a criação do Fundo de Captação Novas Rotas, com 17 milhões de euros, foi possível aumentar o número de turistas que chegam aos aeroportos portugueses e dar expressão a algumas regiões.

    Aquele Fundo permite a realização de campanhas de publicidade e marketing em ligação com as companhias low-cost junto dos mercados emissores com o objectivo de captar mais visitantes.

    Em 2007 face a 2006, "o número de passageiros transportados aumentou 72 por cento no aeroporto do Porto, 52 por cento em Lisboa e 20 por cento em Faro, o que reflecte a atenção com que o Governo olhou para as low-cost".

    E, para Bernardo Trindade, esta é uma forma de trazer turistas que tem êxito pois "os consumidores podem planear atempadamente as viagens e estão disponíveis para gastar mais no destino e menos com o transporte".
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.