Sócrates assegura que socialistas vão manter rumo traçado para o país

Sócrates assegura que socialistas vão manter rumo traçado para o país

 

Lusa/AO online   Nacional   20 de Set de 2008, 21:58

O secretário-geral do PS, José Sócrates, assegurou hoje que os socialistas vão prosseguir no rumo traçado para promover o desenvolvimento do país, num discurso em que atacou a esquerda e a direita por nunca terem apoiado o governo
 “Estamos a começar o ano político, um ano em que temos muito trabalho pela frente, mas temos um rumo e não nos desviaremos dele”, afirmou Sócrates, no discurso que encerrou o comício realizado no Pavilhão Multiusos de Guimarães, destinado a assinalar o início do novo ano político para os socialistas.
Na sua intervenção, que se prolongou por mais de 40 minutos, o líder socialista frisou que o governo vai continuar a apostar no rigor orçamental, na educação, na prioridade à economia e ao emprego, na melhoria dos serviços públicos e na justiça social.
“Não ignoro as dificuldades da conjuntura internacional, mas a melhor resposta a esse desafio é continuar o caminho da modernização do país”, defendeu.
Para Sócrates, “a hora é de responsabilidade, de consciência das dificuldades, mas também de confiança e ambição”.
“Não temos tempo a perder, queremos seguir em frente. Não somos dos que desistem e o país sabe que pode contar connosco”, afirmou.
O líder do PS, que subiu ao palco, visivelmente emocionado, cerca de uma hora depois do comício ter começado, recordou que foi neste mesmo local que foi eleito, há quatro anos, para o cargo de secretário-geral do partido.
Logo a seguir, lançou o primeiro ataque ao PSD, salientando que “ao contrário de outros, a liderança do PS não se esconde das bases, nem anda a jogar às escondidas com o país”.
José Sócrates agradeceu o apoio que lhe tem sido assegurado pelos socialistas, salientando que “o PS sempre soube que só podia contar consigo, que não iria encontrar nenhuma outra força política, à esquerda ou à direita, com vontade de mudança ou coragem para mudar”.
Nesse sentido, criticou o “doentio calculismo partidário, de quem não se preocupa com o futuro do país, mas tem uma vontade mesquinha de ganhar votos à custa de uma oportunidade política”.
Para o líder socialista, “esta é uma legislatura de mudança”, salientando que “os portugueses sabem que o PS é a única força política capaz de propor e executar programas de reformas a pensar no futuro de Portugal e dos portugueses”.
“Não foi para ficar tudo na mesma, que os portugueses nos deram a maioria”, frisou.
José Sócrates recordou depois várias reformas realizadas pelo seu governo, incluindo as que “reforçam os direitos da oposição e a fiscalização do governo”, aproveitando para voltar a criticar o PSD.
“Sei que há quem se queixe da democracia. Queixam-se da democracia no continente e nos Açores, mas não se queixam na Madeira. Estranho entendimento da democracia, que parece só funcionar quando esse partido está no poder”, afirmou, numa alusão clara aos social-democratas.
Para Sócrates, o PSD “queixa-se da democracia porque não sabe ser oposição”.
“Não se pode fazer política apenas a dizer mal de tudo, sem nada propor. O país está cansado desse discurso”, defendeu, frisando que o PS “quer continuar a ser a força política que representa o futuro, a mudança”.
Na sua longa intervenção, muitas vezes interrompida pelos aplausos dos apoiantes, José Sócrates defendeu que os três anos de governo que já cumpriu “foram marcados pela seriedade”, destacando o sucesso nas contas públicas.
“Vencemos onde a direita teve fracasso”, frisou, acrescentando que “este esforço sério, honesto e corajoso não teve o apoio dos partidos à esquerda do PS”.
“Esses partidos estão sempre do lado errado da História, é uma esquerda imobilista, que nada aprendeu com o passado”, defendeu.
Na parte final do seu discurso, o líder socialista assegurou que o PS defende uma segurança social “pública, garantida pelo Estado”, frisando que “nunca será permitido que as pensões dos portugueses sejam jogadas na bolsa”.
A segurança interna, o trabalho e o ensino foram outros temas abordados pelo líder socialista, que reservou também tempo para elogiar o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, assegurando-lhe todo o apoio para as eleições regionais que se aproximam.
“É uma governação de sucesso, com uma obra que é referência e exemplo para todos os socialistas”, afirmou, salientando que terá “muita honra em participar na campanha eleitoral” nos Açores.

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