Socialistas devem aceitar boas propostas da oposição, defende líder do CDS/PP-Açores

Socialistas devem aceitar boas propostas da oposição, defende líder do CDS/PP-Açores

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Nov de 2008, 10:11

O líder do CDS/PP-Açores, Artur Lima, alertou hoje o partido socialista de que “apesar da maioria absoluta que ganhou nas eleições deve ser dialogante e aceitar as boas propostas da oposição”.
Em declarações aos jornalistas depois de uma audiência com o Representante da República para os Açores, no âmbito das audições destinadas à nomeação do governo regional, afirmou “esperar respeito institucional”.

    Para Artur Lima “as maiorias absolutas são nefastas para a democracia” mas como não se podem alterar resultados eleitorais tem a expectativa de que esta “não seja arrogante e prepotente”.

    De acordo com o dirigente centrista “os bons governos necessitam de boas oposições e o contrário também é verdadeiro”.

    Artur Lima preconiza “uma oposição equilibrada” num parlamento que “passou a ser mais plural e participativo” esperando que “o debate político seja mais animado” com a eleição de deputados de mais três forças partidárias.

    “O partido socialista não tinha oposição à sua esquerda e passa a ter e a direita ficou mais reforçada pelo que, por certo, o debate será mais enriquecedor”, vaticinou.

    Por seu turno o líder do PCP/Açores, Aníbal Pires, manifestou-se preocupado por ainda não terem sido divulgadas as datas da posse da Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRA) e governo regional.

    “Esta é a nossa preocupação de momento que transmitimos ao senhor Representante da República”, disse.

    Aníbal Pires garantiu que a postura do PCP na ALRA será de “abertura ao diálogo e propostas das restantes forças partidárias desde que contribuam para o desenvolvimento da região”.

    Adiantou que também “não podem ferir os nossos compromissos eleitorais porque pretendemos cumprir com o que prometemos aos eleitores”.

    Considerou ainda que “o parlamento vai ser mais plural” alegando que “eram três partidos (PS, PSD e CDS/PP) com modelos semelhantes o que originou, sempre, uma ténue oposição”.

    Por esse motivo, garantiu, “agora vai ser diferentes” porque “o PCP tem ideias diferentes para o modelo de desenvolvimento”.

    Alertou mesmo o futuro governo e a maioria parlamentar “para uma reflexão sobre as suas opções” frisando que “o PS apesar da maioria absoluta perdeu um deputado e 15 mil votos (7 por cento em relação às eleições anteriores)”.

    Os comunistas sustentam que “o governo não pode continuar a menorizar o papel do parlamento regional, algo que vamos contrariar se isso acontecer”.

    O Representante da República que já reuniu também com o PPM e BE recebe na segunda-feira o PSD e na terça-feira o PS.

    Depois de cumprida esta formalidade, determinada pelo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, competirá à Assembleia Legislativa Regional dar posse ao executivo, de acordo com a Constituição da República Portuguesa.

    O Parlamento regional passa, pela primeira vez na sua história, a ter seis forças políticas, num total de 57 deputados.

    O PS tem 30 deputados e maioria absoluta, o PSD 18, o CDS/PP cinco, o Bloco de Esquerda dois e a CDU e o PPM um parlamentar cada.

    Apenas duas das oito forças políticas que concorreram às eleições de Outubro - MPT e PDA - não conseguiram eleger qualquer deputado.

    A abstenção atingiu os 53,2 por cento, o valor mais elevado da história nas eleições regionais, ficando muito acima dos 46,7 por cento registado no acto eleitoral anterior em 2000.

    O PS venceu a 19 de Outubro as eleições regionais dos Açores, com 49,96 por cento dos votos.


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